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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Entrevista: Francisco Karam Fala sobre Ética Jornalística


Antonio Nelson, Luiz Eladio e Maísa Amaral*



O jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Francisco José Castilhos Karam, falou com exclusividade sobre a Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital, para o Sentinelas da Liberdade. Confira a entrevista:

Maísa Amaral - Sob o olhar da ética até que ponto o jornalismo contribui para a memória social?

Francisco Karam – Se ele cumprir os determinados princípios dos quais ele se avora, como o da transparência ao ambiente público, aos poderes e aos diversos campos do saber, ele contribui de forma continuada para o registro do presente, logo tem algum grau de contribuição para a memória social. Tanto que a própria história, seguidamente, pesquisa nos arquivos jornalísticos para suas críticas em relação a eventuais eventos, mas também acaba validando o jornalismo como uma referência para a memória do presente. Por isso que o jornalismo tem tanto compromisso com a diversidade, com os diferentes atores. Ele pode contribuir para memória, mas depende se ele é bem feito e se cumpri o ideal da igualdade.

Antonio Nelson - Como o senhor avalia o jornalismo baiano?

Francisco karam – Eu não tenho acompanhado o jornalismo baiano, mas acredito que deve seguir o padrão geral do jornalismo brasileiro, que tenta ser profissional, mas que ao mesmo tempo tem certo tipo de constrangimento, de ordens interacional, biológica, política, isso voltado para a imprensa de mais referência, mais pública.A

Maísa Amaral- Quais as posturas mais antiéticas cometidas pelas grandes empresas de comunicação brasileira com relação ao profissional e a veiculação da informação?

Francisco Karam - Acredito que os grandes deslizes são aqueles que são guardados como grandes segredos, são os interesses particulares pautados como pauta de interesse público, mas que na verdade esconde interesses particulares ou não são tratados jornalisticamente ou são tratados desde um enfoque que proteja mais a particularidade do interesse e não proteja tanto os valores do interesse público. Então nesse caso é que eu acho que não são profissionais.

Antonio Nelson - No último seminário da Petrobrás, o qual contou com sua participação, cujo tema foi “A Ética nas Organizações Empresariais”, o senhor mencionou que as empresas agem pior do que Stálin e Hitler. Poderia explicar melhor essa afirmativa?

Francisco Karam - Eu acredito que tenha me expressado mal, por dizer que agem pior do que Stálin e Hitler, mas elas são muito autoritárias e eventualmente racistas no seguinte aspecto: recortes da realidade. O que é de interesse público acaba sendo feito sob um olhar. O modelo de realidade tem que se adequar a um projeto editorial, não assumindo uma particularidade, na qual todos devem ver o mundo sob esse olhar. Esse autoritarismo é um problema. Reconheço que tem muita coisa boa no ramo jornalístico, mas é claro que quando chega o interesse apesar da grande mídia tratar de todos os aspectos da vida pública, a coisa cai, ou vira segredo ou então é pouco tratada. Esse é um problema que eu vejo bastante no jornalismo de mídia geral.

Antonio Nelson – Como o senhor avalia a atuação dos programas popularescos no rádio, impresso e TV?

Francisco karam – Teria que analisar caso a caso. Tem programas que tem certa finalidade de envolver o público, em função de algum tema. A grande parte dos programas popularescos que eu vejo tem uma visão de rentabilidade econômica e não de responsabilidade social. Banalizam o processo de informação e conhecimento, transformam a informação mais em espetáculo do que em conhecimento. Esse é o problema em uma sociedade que está pautada basicamente pela informação, principalmente pela televisão, pouco pela internet e pela mídia impressa. Aqui no Brasil há uma preponderância da imagem muito forte, diferente de alguns países, que tem a mídia impressa como a maior propagadora de informação. O critério de audiência vem comprometendo a informação jornalística.

Antonio Nelson - Com o surgimento de novos veículos de informação: internet, twiter, sites e blogs, o senhor acredita no fim do jornal impresso?


Francisco Karam - Eu acho que não, porque o impresso está voltado para um processo de codificação da verdade, tem certos nichos diferentes de público. As novas gerações buscam a internet, deixando de lado o impresso. Então o jornal impresso tem que ser mais atual, buscar novas estratégias. É por isso que têm ocorrido muitas discussões.

Maísa Amaral - Qual o conselho que o senhor dá para quem busca informação fidedigna?


Francisco Karam – O público primeiro tem que ter acesso à informação, para que se possa estabelecer comparações. Pegar jornais diários, visitar sites, entre outros veículos de informação. Uma possibilidade de comparar as coberturas é analisando o texto veiculado, os interesses e a vontade política do veículo. Tem que avaliar o processo de construção da formação, da escolha da fonte, todo esse processo de veículo.

Luiz Humbert - Qual a sua avaliação sob blogs jornalísticos?

Francisco Karam – Esse tipo de veículo vem crescendo. Devemos verificar a credibilidade, e quando o mesmo se propõe a ter seriedade, verdade e construção da linguagem. Tem blogs que se dedicam ao jornalismo e outros são impressões do mundo, que não tem o compromisso com a forma de relatar.

Quinta-feira,26 de agosto de 2009 às 14:30h na Faculdade de Comunicação (FACOM), da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
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Foto : Antonio Nelson

*Maísa Amaral é jornalista.
*Luiz Eládio é poeta, escritor, funcionário público e jornalista.



domingo, 23 de agosto de 2009

Curso gratuito com Francisco Karam

Sentinela - Maísa Amaral*

O jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Francisco José Castilhos Karam, ministrará nos próximos dias 25, 26 e 27 de agosto, das 15 às 18h, na Faculdade de Comunicação da Ufba (Facom), em Salvador-BA, o Curso de Extensão: A Ética Jornalística na Sociedade da Informação. Nós do Sentinelas recomendamos a presença dos profissionais da área de Comunicação, em específico de jornalistas. O evento está sendo realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom e será gratuito. Interessados devem fazer a inscrição no primeiro dia do curso. Temáticas como Linguagem, Valor, Verdade, Discurso, Ética, Deontologia, Profissão e Jornalismo serão debatidas.

*Maísa Amaral é Jornalista DRT- 3178-BA e colaboradora do Sentinelas.



domingo, 16 de agosto de 2009

Curso de extensão gratuito

Sentinela– Maísa Amaral*


A equipe do Sentinelas recomenda a todos os interessados para participar do Curso de Extensão: A Ética Jornalística na Sociedade da Informação, que será ministrado pelo Prof. Dr. Francisco José Castilhos Karam, da Universidade Federal de Santa Catarina, nos dias 25, 26 e 27 de agosto, das 15 às 18h, na Faculdade de Comunicação da Ufba (Facom), em Salvador-BA. O evento está sendo realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom e será gratuito. Interessados devem fazer a inscrição no primeiro dia do curso. Temas como Linguagem, Valor, Verdade, Discurso, Ética, Deontologia, Profissão e Jornalismo serão debatidos. Os participantes que tiverem 100% de frequência receberão certificado.


O Prof. Dr. Francisco José Castilhos Karam possui graduação em Comunicação Social-Habilitação em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1974), Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1993), Doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1999) e Pós-Doutorado pela Universidade Nacional de Quilmes/Argentina (2008). Atualmente é Professor Associado II da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria e Ética do Jornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: jornalismo, profissão, ética, reportagem e ensino.


*Maísa Amaral é Jornalista DRT- 3178-BA e colaboradora do Sentinelas.

sábado, 12 de novembro de 2011

Delegado Protógenes Queiroz candidato a prefeito de Salvador?

Sentinela - Antonio Nelson*

O descaso da administração pública de Salvador com a orla e a contracultura baiana também foram assuntos em destaque:
Entrevista: delegado Protógenes com Adelson Carvalho by antonionelsonlp

*Produção: Antonio Nelson. Entrevista no período em que labutei na Rádio Sociedade da Bahia, realizada no primeiro semestre de 2011.
*Saiba mais:


Antonio Nelson - No último seminário da Petrobrás, o qual contou com sua participação, cujo tema foi “A Ética nas Organizações Empresariais”, o senhor mencionou que as empresas agem pior do que Stálin e Hitler. Poderia explicar melhor essa afirmativa?

Francisco Karam - Eu acredito que tenha me expressado mal, por dizer que agem pior do que Stálin e Hitler, mas elas são muito autoritárias e eventualmente racistas no seguinte aspecto: recortes da realidade. Confira na íntegra: “A Ética nas Organizações Empresariais”.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sarney, o prejuízo pro Brasil

Republicação solicitada pelo jornalista aposentado Euvaldo José Procópio Ferreira. Ele trabalhou nos grandes veículos impressos da cidade do Salvador.

Entrevista exclusiva: Palmério Dória com Adelson Carvalho

Sentinela - Antonio Nelson

Acordo inquieto! Razão e emoção em constante ebulição.

Vossa Excelência, senador José Sarney foi reeleito presidente do Senado. Compartilhei minha angústia na redação da Rádio Sociedade da Bahia. Era 02 de fevereiro de 2011. Eu atuava no jornalismo e na programação da rádio simultaneamente. Após o fato, dialoguei com o jornalista e apresentador Adelson Carvalho, do programa Sociedade Alerta. Não contive o ímpeto pelo interesse público; e convicto da perspicácia do amigo Adelson Carvalho, manifestei meu desejo em realizar entrevista exclusiva com o jornalista Palmério Dória - autor do livro: Honoráveis Bandidos. De praxe, a sinergia construída entre eu e Adelson Carvalho materializou o bate-papo com Palmério Dória.Confira na íntegra o audio:


































PALMÉRIO DÓREA by antonionelsonlp

*Antonio Nelson labutou na Rádio Sociedade da Bahia, e produziu a entrevista em 01/02/11.

*Saiba mais! O Jornalista e Professor Francisco Karam me responde sobre:

“A Ética nas Organizações Empresariais”









quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sarney, o prejuízo pro Brasil

Entrevista: Palmério Dória com Adelson Carvalho

Sentinela - Antonio Nelson

Acordo inquieto! Razão e emoção em constante ebulição.

Vossa Excelência, senador José Sarney foi reeleito presidente do Senado. Compartilhei minha angústia na redação da Rádio Sociedade da Bahia. Era 02 de fevereiro de 2011. Eu atuava no jornalismo e na programação da rádio simultaneamente. Após o fato, dialoguei com o jornalista e apresentador Adelson Carvalho, do programa Sociedade Alerta. Não contive o ímpeto pelo interesse público; e convicto da perspicácia do amigo Adelson Carvalho, manifestei meu desejo em realizar entrevista exclusiva com o jornalista Palmério Dória - autor do livro: Honoráveis Bandidos. De praxe, a sinergia construída entre eu e Adelson Carvalho materializou o bate-papo com Palmério Dória.Confira na íntegra o audio:


































PALMÉRIO DÓREA by antonionelsonlp

*Antonio Nelson labutou na Rádio Sociedade da Bahia, e produziu a entrevista em 01/02/11.

*Saiba mais! O Jornalista e Professor Francisco Karam me responde sobre:

“A Ética nas Organizações Empresariais”









O desabafo de Ruy Espinheira na Bienal do Livro da Bahia

Sentinela - Antonio Nelson
Num passeio pela X Bienal do Livro da Bahia 2011, encontro Ruy Espinheira! Ruy já tinha agenda marcada para assistir o Café Literário, realizado na Bienal. Após cumprimentos, ofereci o convite para me conceder entrevista. Bastante receptivo e incisivo nas declarações, percebi que Ruy estava entregue à atemporalidade. Tive que recordá-lo da sua agenda.

Ruy Espinheira Filho - Nasceu em Salvador/Bahia, é escritor, poeta, jornalista, doutor honoris causa pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB (1999), professor aposentado, lecinou Letras Vernáculas na UFBA (Universidade Federal da Bahia), membro da Academia de Letras de Jequié e da Bahia. Mestre em Ciências Sociais. É também colunista do jornal A Tarde*.
Antonio Nelson – O que lhe inquieta agora?

Ruy Espinheira –
Objetivamente, me entristece a cidade do Salvador estar entregue ao abandono pela administração pública. Falta espaço cultural. "Hoje a cultura está no entretenimento e no rebolado”. As artes plásticas e a literatura não são valorizadas. Aconteceu um empobrecimento nas últimas duas décadas. Nós estamos no pior momento cultural na Bahia. Nas décadas de 1960 e 70 foi melhor. “Nossos administradores não se importam, a não ser que possam manipular os interesses próprios. A indústria do entretenimento e da pornografia é valorizada. Que cultura atualmente a Bahia exporta? São raros exemplos com qualidade que exportam nossa cultura".

A.N – Quais são os exemplos?

R.E –
Prefiro não citar nomes. Serei injusto. Posso esquecer alguns. Mas basta ficar atento. Eu tinha expectativa de mudança com a posse do governador Jaques Wagner. A mudança precisa acontecer pela educação. E é fenômeno nacional. A Bahia não é mais uma cidade crítica. Se aceita tudo. Tudo é nivelado por baixo.

A.N – Como você avalia a qualidade de conteúdo dos meios de comunicação de massa da Bahia?

R.E –
O que tem de melhor não têm. Os meios ocupam com o que há de pior. Além disso, nossos políticos não valorizam a adoção de livros como fazem os gaúchos. Atualmente a Bahia está com a pior cultura do nordeste. Na imprensa não têm um suplemento de arte e literatura, uma crítica das obras culturais na cinematografia. “PT e cultura vivem mundos diferentes. Com Lula melhorou. Com o PSDB seria pior. FHC foi ruim para o país. Ele trabalha para São Paulo. Ser de esquerda ou direita é um risco. São extremos. A militância é fanática. Quem pensa que vai manipular intelectuais por ideologia está enganado. A arte não se vende”. Os meios de comunicação de massa deixam a desejar. Nacionalmente, o que restou do JB? Fui professor de jornalismo por mais de 20 anos na UFBA.


A.N – Quais as suas expectativas para as eleições municipais de 2012?

R.E – As arrumações e ambições políticas assolam a política da Bahia.
A.N – Quanto à possível candidatura de Mário Kertész?

R.E –
“Mário Kertész é cria de ACM. Ultimamente partido político não muda nada. Pra mim são todos iguais. São gêmeos. Prefiro não entender porque o PT se aliou ao Carlismo. Quem é o vice de Wagner? E o César Borges na chapa do Senado, está em nome de quem? Nacionalmente, vejamos a aliança com Sarney, Collor e Lula no Palácio do Planalto. Se você se alia aos canalhas... Como você convida pessoas que você lutou contra? Qual mudança haverá?

A.N – Copa do Mundo 2014?
R.E – "A Copa é uma patacoada. Não sou ingênuo de pensar que a Copa não trará prejuízos de superfaturamento. Os casos de corrupção no Brasil hoje só são bilhões. Com certeza a corrupção está imperando na Copa". Vejamos os hospitais no Estado. E a construção com bilhões na ponte Salvador-Itaparica. O Brasil é uma nação rica. Mas tem que construir pirâmides para mostrar para o mundo. As vias que levam do aeroporto até a Fonte Nova possivelmente vão resolver. Mas em Lauro de Freitas haverá um gargalo, um horror. Eu moro em Buscaville! "O povo vai pagar o prejuízo. A vida do baiano não vai melhorar".

*
Saiba mais sobre "A Ética nas Organizações Empresariais" com o jornalista e professor Francisco Karam.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quem Somos















 


Antonio Nelson é cidadão do mundo. Jornalista, fotógrafo e cinegrafista.

Indicado entre os melhores da imprensa de 2010 pela Assembleia Legislativa da Bahia.

Concebeu o site Conexão Brasil ao lado do programador em informática Fábio Souza, que têm graduação em Sistema de Informação pelo Centro Universitário Estácio da Bahia (Estácio/FIB), e curso de Extensão de Redes de Computadores pela UNIFACS (Universidade Salvador). Conhecimento em linguagem PHP E Java.

Atuou simultaneamente no jornalismo e na programação da Rádio Sociedade da Bahia, onde produziu entrevista inédita com Paulo Henrique Amorim para o programa Conversa Fiada com Gill Dilon. Labutou no jornalismo da TV Itapoan/Record. Colaborador da revista Caros Amigos. É ciberativista.

No Portal do jornalista Luís Nassif apresentou ao Brasil A cantora pernambucana Vanessa Oliveira, através da série exclusiva de entrevistas sobre a Cartografia da música pernambucana. 

Nasceu no Recife,Pernambuco. Na década de 1990 assistiu e viveu na capital pernambucana o surgimento e ascensão da mistura do maracatu com o rock, hip hop e música eletrônica através do movimento Manguebeat, liderado por Chico Science Science e Nação Zumbi, Fred 04 - compositor e cantor da Mundo Livre S/A, Mestre Ambrósio, Sheik Tosado, Faces do Subúrbio, Via Sat, Eddie, Qerosene Jacaré, Jorge Cabeleira entre outros do cenário musical mangue.
 
Está no espaço geográfico do Brasil na confecção de entrevistas e reportagens. Residiu em Maceió (AL), Natal (RN) e Curitiba (PR). Há mais de 11 anos é hospede da cidade do Salvador, Bahia. 

Veja abaixo algumas entrevistas!

JORNALISMO
 

Entrevistou Dr. Francisco José Castilhos Karam, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, que falou com exclusividade sobre Ética Jornalística Brasileira e os veículos de comunicação digital. (Confira).

Com a professora e doutora da Universidade de Málaga-Espanha, Bella Palomo, dialogou sobre Novas tendências do Jornalismo, tema que foi explanado pela doutora na UFBA. (Confira).

CIÊNCIA

Na 10ª Conferência Internacional de Ciência em Sementes na Bahia (ISSS) entrevistou com exclusividade Francisco Carlos Krzyzanowski, Ph.D. - Seed Technology. Presidente da ABRATES (Asssociação Brasileira de Tecnologia de Sementes).

O Dr. Henk Hilhorst, da Universidade de Wageningen, Holanda, PhD em Biosementes, professor do Departamento de Fisiologia Vegetal, de Wageningen, com 25 anos de experiência como Chefe do Laboratório de Sementes.

O Dr. Kent Bradford, da Universidade da Califórnia. PhD em Fisiologia Vegetal, diretor do Centro de Biotecnologia.
 
Também na Conferência, dialogou com o Dr. Elibio Rec, MSc PhD FBAS - Research Scientist. Genetic Resources and Biotechnology, e com a Drª Maria Laene Moreira de Carvalho - Engenheira Agrônoma (UFLA), Lavras/MG, e com a presidente da ISSS, Patrícia Berjak, South África.

Já o Dr. Renato Delmondez de Castro, do Instituto das Ciências da Saúde (ICS), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) asseverou que o encontro congrega pesquisadores renomados em nível mundial e de todo Brasil em nome Ciência e Tecnologia de Sementes. “Temos solo e clima excepcionais; a produção agrícola de soja, trigo, milho e girassol têm papel fundamental nas economias emergentes, berço da produção agrícola mundial e de biodiversidade vegetal. Já o Simpósio de Jovens Cientistas, que estamos realizando, nos dar motivação para a dedicação do equilíbrio entre produção e conhecimento”.



MÚSICA

Com o compositor e cantor mineiro Flávio Venturini, no show de pré-lançamento do novo álbum - Não se apague esta noite -, entre os principais assuntos, conversaram sobre a música Mantra da Criação. "A música fala sobre o futuro do país e do planeta que vamos deixar para os nossos filhos. Pois ela foca bastante essa questão da ecologia, natureza. Ecologia em todos os sentidos, principalmente nas relações pessoais", declarou Venturini.

Já com o também compositor e cantor mineiro 
Vander Lee, dialogou sobre a importância de Lô Borges, Beto Guedes e Flávio Venturini para a música mineira e brasileira.

Através da cibercultural, entrevistou o discípulo do Mestre Salustiano:
Cláudio Rabeca - compositor, cantor e líder do Quarteto Olinda, sob o título: Ambição é fazer a rabeca Chorar.

Em um descontraído bate-papo com o maestro, compositor e arranjador sergipano  Hugo Sanbone, que rege a Sanbone Pagode Orquestra, dialogou no XVII Festival de Música Instrumental da Bahia, em 17 de dezembro, no Teatro Vila Velha - Passeio Público. Hugo respondeu sobre a projeto de lei da deputada Luiza Maia (PT) que tem objetivo de proibir o Poder Público de contratar artistas cujas músicas estimulam a violência e o preconceito contra as mulheres.

"A educação é a solução para o povo perceber o quanto o Brasil é rico culturalmente".  Maestro Hugo Sanbone.

Confira: Entrevista exclusiva - Maestro Hugo Sanbone.

Grupo Barlavento, Lenine, Jorge Vercilo, Mamelungos de Recife, Nação Zumbi... 

LITERATURA

Num passeio pela X Bienal do Livro da Bahia 2011, encontro Ruy Espinheira! Ruy já tinha agenda marcada para assistir o Café Literário, realizado na Bienal. Após cumprimentos, ofereci o convite para conceder entrevista. Bastante receptivo e incisivo nas declarações, percebi que Ruy estava entregue à atemporalidade. Tive que recordá-lo da sua agenda. Confira: O desabafo de Ruy Espinheira na Bienal do Livro da Bahia.

POLÍTICA

No
Caso Daniel Dantas, na Operação Satiagraha, veiculou na íntegra a outra face sobre o a Operação, silenciada e distorcida pela grande mída. Confira:

Corrupção e Ética nos Negócios com Paulo Henrique Amorim e delegado Protógenes Queiroz.

Acompanhe outras matérias no link: Política.

André Luís Rodrigues: É Servidor Público Federal, Jornalista e Fotógrafo.Marcos de Oliveira Melo: É Jornalista, Fotógrafo, Servidor Público Federal, Químico da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É também do Instituto de Geociências – IGEO e do Núcleo de Estudos Ambientais – NEA.Adriano Ribeiro: Jornalista, Ciberativista, Especialista em Tecnologia da Informação (TI), blogueiro de Política e Economia.
Sídio Júnior: "A Fotografia eterniza momentos. A Poesia eterniza sentimentos. A Fotografia é a Poesia da imagem. A Poesia é a fotografia das sensações." Natural de Salvador/BA, Sídio é Fotógrafo. Cursa Engenharia Elétrica na Universidade Salvador (Unifacs) e é Técnico em Eletrotécnica (FBE). Amante da fotografia. Mostra através dessa arte uma visão diversificada da “realidade”.

Colunistas:
Ciência Tecnologia & Sociedade - Frederick Santos: Professor de Física na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestrando em Filosofia Contemporânea (PPGF-UFBA). Sua pesquisa concentra-se na área de história e filosofia dos problemas nos Fundamentos da Mecânica Quântica. Tem forte atuação na área de educação especial para surdos, como professor bilíngüe (Português/Língua Brasileira de Sinais) e agente político. Digita exclusivamente para o Sentinelas da Liberdade na Coluna: Ciência, Tecnologia & Sociedade.
Teleanálise - Malu Fontes:
É jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom - UFBA.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ética em questão


Sentinela - Maísa Amaral*
O alvoroço por um furo de reportagem muitas vezes deixa de lado os princípios éticos jornalísticos, o que acaba tirando a credibilidade do veículo e do profissional da área. Isso vem acontecendo concomitantemente nas grandes empresas de Comunicação Brasileira, e já chegou até a criar conceitos do tipo a extinção do jornalismo e da objetividade e credibilidade da informação veiculada.

A ética no jornalismo. Esse é o foco principal do Curso de Extensão: A Ética Jornalística na Sociedade da Informação, que está sendo ministrado até amanhã, pelo professor doutor da Universidade Federal de Santa Catarina, Francisco José Castilhos Karam, na Faculdade de Comunicação da Ufba, em Salvador-BA.

Em sua primeira explanação, Karam destacou a importância da objetividade, da verdade, da precisão e da exatidão na divulgação da informação, fatores preponderantes quando a ética se coloca em questão. A credibilidade das fontes, do conteúdo das notícias e a consciência pessoal e profissional também foram discutidas.

Nos próximos dois dias, o professor irá debater os seguintes assuntos: A ética Jornalística Aplicada às Novas Mídias e Tecnologias, Jornalismo e Convergência Tecnológica e Ética e Sociedade da Informação.
*Maísa Amaral é Jornalista DRT - 3178-BA e faz parte da equipe do Sentinelas
Foto: Maísa Amaral

terça-feira, 26 de junho de 2012

Comentário objETHOS: Um WikiLeaks para a mídia, um livro acende a luz




Pesquisador do objETHOS e professor na UFSC

WikiMediaLeaks. O livro de Martín Becerra e Sebastián Lacunza preenche um espaço que a mídia – e o próprio jornalismo investigativo – , pelos vínculos e limites das empresas com anunciantes, fontes, acionistas, governos e poderes políticos e econômicos, limita em relação à autonomia profissional. Ou, então, não permite liberdade de aprofundamento.

Um WikiLeaks para a mídia, é assim que se pode resumir a transparência proposta pela obra dos dois autores argentinos, publicada agora em 2012 em Buenos Aires pela editora Ediciones B, com 295 páginas. O livro, com o subtítulo de “La relación entre medios e gobiernos de América Latina bajo el prisma de los cables de WikiLeaks”, expõe o interesse público obscurecido por parte da grande mídia, que teria fartas pautas a partir dos 250 mil informações trocadas entre o Departamento de Estado norte-americano e suas embaixadas em todo o planeta. Dentre elas, estão 32 mil informes diplomáticos originados em cidades latino-americanas , especialmente no período de 2004 a 2009.

A relação entre embaixadas e jornalistas; entre embaixadas e governos; entre governos e jornalistas ficam mais transparentes e ajudam a entender que a liberdade de imprensa, uma “cláusula pétrea” defendida pelos empresários da área, pode se desmanchar rapidamente como um gelo, que não resiste ao caloroso assédio das influências particulares. Mas o livro também mostra que, apesar de empresas reagirem contra governos que não se rendem a suas ameaças ou negócios privados, também as embaixadas , em várias ocasiões, como no caso argentino, implicitamente deram razão aos governos…e não à mídia.

Um fator chama especialmente a atenção. Na era dos conglomerados midiáticos, da convergência tecnológica, do jornalismo virtual, das redes sociais e do jornalismo “colaborativo”, a organização capitaneada por Julian Assange preferiu, no primeiro momento, liberar as informações para cinco grandes referências do jornalismo impresso, apesar das edições on line: os jornais
The Guardian, do Reino Unido; El País, da Espanha; The New York Times, dos Estados Unidos; Le Monde, da França; e a revista Der Spiegel, da Alemanha. São periódicos alinhados com uma perspectiva liberal ou centro-esquerda moderada, conforme reafirmam os autores.

Mas também tal perspectiva, que de um lado parece atestar que o vazamento de informações por si só não é jornalismo, disposto por uma entidade ou indivíduo, por outro continua dando relevância aos critérios jornalísticos de reconhecimento da relevância de acontecimentos e de sua apuração e verificação e posterior narração. Por isso, cinco emblemas do jornalismo tradicional, com seu poder de credibilidade, de convencimento e de repercussão foram escolhidos. Ou seja, parece que ainda o velho jornalismo – quando bom jornalismo -, como referência comum que suscita comentários e os reparte em escala ampliada, baseado na legitimidade social que adquiriu, continua valendo para o exercício da profissão e como esperança de que grandes temas de interesse público continuem na agenda social cotidiana.

O livro de Becerra, professor e pesquisador na Universidade Nacional de Quilmes e na Universidade de Buenos Aires; e de Lacunza, jornalista no Ámbito Financiero da capital portenha, ajuda sobremaneira a acender a luz que veículos jornalísticos brasileiros reclamam. E também a entender porque as luzes se apagam muitas vezes quando diversos interesses midiáticos estão em jogo, trazendo um painel sobre dez países latino-americanos, entre eles o México, a Argentina, a Venezuela e o Brasil.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entrevista exclusiva com Hilton Coelho


Sentinela - Antonio Nelson


Servidor Público Federal há mais de dezoito anos, Hilton Coelho já disputou as eleições para governador, prefeito e deputado estadual pelo PSOL-BA (Partido Socialismo e Liberdade).

Copa do Mundo 2014 - superfaturamento da Arena Fonte Nova -, Mobilidade Urbana na cidade do Salvador; privatizações do Patrimônio Público, e o coronelismo político na Bahia são assuntos em destaque. Confira o áudio do primeiro bloco!

Antonio Nelson - Você estudou na escola pública?



A.N - Você têm graduação em História?



A.N - Quais são as forças políticas que imperam na Bahia?



A.N - O que lhe inquieta na política baiana?



A.N - Quais interesses estão em jogo?



A.N - Você acredita que a população será beneficiada com a Copa do Mundo 2014, ou apenas uma minoria?




Napalm:


O jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Francisco José Castilhos Karam, falou com exclusividade sobre a Ética Jornalística Brasileira. Click na reflexão e leia na íntegra:

A. N - No último seminário da Petrobrás, o qual contou com sua participação, cujo tema foi “A Ética nas Organizações Empresariais”, o senhor mencionou que as empresas agem pior do que Stálin e Hitler. Poderia explicar melhor essa afirmativa?

Os artigos assinados não representam necessáriamente a opinião do Sentinelas da Liberdade. São da inteira responsabilidade dos signatários. Sentinelas da Liberdade é uma tribuna livre, acessível a todos os interessados.