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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Como aproveitar o potencial dos hackers brasileiros


Por foo

Apenas para complementar, este site apresenta 30 e-books de programação gratuitos:

http://citizen428.net/blog/2010/08/12/30-free-programming-ebooks/

Entre os livros disponíveis estão verdadeiras jóias como o "Structure and Interpretation of Computer Programs", de Abelson e Sussman, do MIT. (E outras obras mais simples, como o "Begining Perl" e "Dive into Python").

Eu fico só imaginando se eu tivesse acesso à essa quantidade de informação quando eu comecei a aprender a programar, aos 12 anos de idade. Naquela época era dificílimo (e caro) ter acesso a um bom livro de computação, e a gente dependia bastante das revistas de informática como a CPU, a coleção INPUT, e a Micro-sistemas. Na íntegra:

Como aproveitar o potencial dos hackers brasileiros

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Marie Curie


Marie Curie, nome assumido após o casamento por Maria Skłodowska, (Varsóvia, 7 de Novembro de 1867Sallanches, 4 de Julho de 1934) foi uma cientista polonesa que exerceu a sua actividade profissional na França. Foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes[1] com um Prémio Nobel, de Física, em 1903 (dividido com seu marido, Pierre Curie, e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade (que naquela altura era ainda um fenómeno pouco conhecido) e com o Nobel de Química de 1911 pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio. http://migre.me/731Np

terça-feira, 29 de novembro de 2011

II Encontro Nacional de Pesquisadores em História das Ciências

UFBA (Universidade Federal da Bahia) Campus Federação/Ondina.

Entrada franca.

Programação

2
9/11

15:00-16:30 Conferência de Abertura – Profª. Ana Carolina Vimieiro Gomes (UFMG)

30/11

08:00-10:00 Estudo Avançado I, aula 1 – Prof. João Carlos Salles (UFBA) – "Wittgenstein e a Ciência"

10:00-12:00 Estudo Avançado II, aula 1 – Prof. Amílcar Baiardi (UFRB/UFBA) - "A História da Ciência por meio da Iconografia"

14:00-18:00 Comunicações Orais, sessões 1 a 4

01/12

08:00-10:00 Estudo Avançado I, aula 2– Prof. João Carlos Salles (UFBA) – "Wittgenstein e a Ciência"

10:00-12:00 Estudo Avançado II, aula 2 – Prof. Amílcar Baiardi (UFRB/UFBA) - "A História da Ciência por meio da Iconografia"

14:00-18:00 Comunicações Orais, sessões 5 a 8

02/12

08:00-10:00 Estudo Avançado I, aula 3 – Prof. João Carlos Salles (UFBA) – "Wittgenstein e a Ciência"

10:00-12:00 Estudo Avançado II, aula 3 – Prof. Amílcar Baiardi (UFRB/UFBA) - "A História da Ciência por meio da Iconografia"

14:00-16:00 Sessão de Painéis

16:00-18:00 Mesa-redonda – "História, Ciências e História das Ciências: fronteiras e tensões disciplinares"

Participantes da mesa redonda:

Prof. Carlos Ziller Camenietzki (UFRJ)
Prof. Flavio Coelho Edler (FIOCRUZ)
Prof. José Carlos Barreto Santana (UEFS)
Profª. Maria Margaret Lopes (MAST)


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração




Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde ontem, após o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.

Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.

Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.

A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.

O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo? Leia na íntegra: Trezentos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ciência, Tecnologia e Sociedade

Uma histórica vocação reprimida (ou esquecida?) no povo brasileiro

Sentinela Frederik Santos*


Será que poderíamos selecionar os assuntos de maior interesse de uma sociedade através do espaço que seus meios de comunicação dão a determinados temas? Tal classificação refletiria o interesse social se tivéssemos veículos midiáticos realmente democráticos. Talvez a internet seja o espaço que mais se aproxime deste ideal, pois apesar de ser um espaço de controle, ainda não se tornou um espaço totalitário, e dificilmente um dia o será...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O lugar da Ciência

Sentinela - Frederik Santos*
sentinelas@sentinelasdaliberdade.com.br

Por que o tema Ciência e Religião é tão intrincado e desgastado em nossos dias? Por que é tão difícil encontrar honestidade e seriedade quando se trata do debate entre estes dois campos? As razões são várias. Para começar a enumerá‐las irei partir da constatação de um fato que não pode ser ignorado aqui, esses dois campos estão entre aqueles que mais movem certos grupos sociais e a maioria dos que detém o poder nas mãos.

Se conhecimento é poder, não menos, o discurso religioso também o é. Ciência envolve conhecimento e hoje conhecimento significa um diferencial que pode levar alguém a superar uma concorrência em um ambiente competitivo ou ainda pode significar maior interferência sobre o mundo, transformando‐o e gerando mais controle sobre ele. Muitas vezes, a religião também tem sido um excelente instrumento de controle de certos grupos sociais e de manutenção do status quo, e a história não nos permite esquecer disso, na verdade, o dia a dia não nos permite esquecer.

E o curioso é que ainda hoje se usa (em escala um pouco menor do que há séculos atrás) distorções de interpretações de livros sagrados ao bel prazer de uma pequena elite para legitimar uma idéia ou alguma ação divina que amedronte uma grande massa. Longe de propagar o medo, hoje muitos rezam aquilo que os cientistas dizem para legitimar suas idéias. Vide doutrinas defendidas pela Teologia do Processo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Te%C3%ADsmo_Aberto ou documentários campeões de audiência como Quem Somos Nós 1 e 2 http://pt.wikipedia.org/wiki/What_the_Bleep_Do_We_Know!%3F.

Portanto, uma das principais razões para termos tantas dissimulações sobre o tema, Ciência e Religião, é o vínculo que esses dois têm com o poder de influenciar e muitas vezes de tentar controlar as mentes.

E não tem nada melhor do que produzir distorções, dissimulações e mentiras do que o poder concentrado nas mãos de uma elite, manifesto em todas as suas formas de controle na modernidade, através das mídias, da política e dos púlpitos em que pouco se abre a Bíblia e/ou o coração. A distorção e a dissimulação eram uns dos principais frutos da união entre Igreja e Estado e tais frutos levaram à luta pela descontinuidade desta união, na maioria das sociedades modernas.

Não quero entrar nesse debate, mas o evoquei somente para destacar que discussões sobre Ciência e Religião envolvem questões que vão além dos embates entre intelectuais e fundamentalistas ou brigas doutrinárias internas. E a histórica separação, dando autonomia de atuação a cada uma destas instituições, não resolveu e não resolverá boa parte dos conflitos entre elas, principalmente quando estas se sobrepõem na busca do controle e do poder.

Quais das duas instituições devem dar as cartas do jogo que investiga os valores mais fundamentais da humanidade? Para aqueles que querem começar a conhecer a senhora Ciência com suas rugas terá que visitar bibliotecas que disponibilizem autores como Imre Lakatos, Paul Feyerabend ou A. F. Chalmers para começar (longe de eles terem a última palavra sobre o assunto).

Estes filósofos, que fizeram grande uso da história, mostram o quanto a Ciência não tem nada de unânime e fechada. Além disso, achar que qualquer ciência possa tratar da realidade última das coisas ou da essência da matéria e dos fenômenos é uma das crenças mais atacadas há mais de cem anos dentro da epistemologia. Percebemos o quanto a Ciência tem se calado sobre a maioria das perguntas mais essenciais da humanidade e quanto ela é incapaz de responder a muitos mistérios gerados por ela mesma. Mas, esta limitação não é necessariamente negativa.

A Ciência faz bem aquilo que ela se propõe a fazer. Ela é uma instituição essencialmente humana, sempre sujeita a controvérsias, com sua própria linguagem que quase nada tem a dizer sobre o mundo metafísico, do divino e espiritual.

Vamos falar agora de algumas características e valores gerais compartilhados e historicamente agregados pelas Ciências Naturais. Caracterizar uma idéia geral de ciência através de um método científico universal é uma tentativa artificial que esconde ricos traços particulares de cada disciplina. No entanto, podemos tentar falar de métodos de justificação, racionalização, formalização da linguagem e reprodutibilidade para cada campo do conhecimento natural.

Existem vários métodos que buscam construir a coerência e racionalidade interna do trabalho científico. O uso de cada método dependerá do objeto e do fenômeno estudado. Para muitos não é trivial esta dimensão intersubjetiva, construtiva e limitada da ciência. Até porque, não é isso que se mostra nos livros técnicos da academia e muito menos na maioria dos livros do Ensino Médio.

A despeito de toda essa relativização e limitação, a instituição chamada “Ciência” alcançou grandes feitos nunca imaginados até então. Estes a fizeram alcançar o status que possui hoje, porém não podemos exigir que esta instituição humana forneça respostas que não fazem parte daquilo que ela se propõe a fazer.

Quando muito, as disciplinas científicas buscam dar sentido ao mundo natural construindo teorias úteis para interagirmos com este e tentar construir as melhores explicações possíveis sobre o funcionamento deste. Exigir mais do que isso é desvirtuar o caráter da Ciência e as bases de onde esta foi construída, é corromper seu discurso mais puro e honesto, é ludibriar sobre seus limites.

É isso que muitos tem feito hoje em dia, alguns o fazem por ignorarem o debate em torno dos fundamentos de sua disciplina, e ainda usam seus títulos acadêmicos em alguma área científica para lhes dar autoridade ‐ como se a maioria das nossas universidades seculares ou confessionais formassem profissionais, na área técnica ou científica, com apurado senso crítico e conscientes das controvérsias e limitações que envolvem suas disciplinas.

Outros o fazem levianamente para dar maior legitimidade ao seu discurso e, assim, defenderem seus interesses particulares ou de uma corporação política, financeira ou religiosa. E ainda se justificam através de um sedutor discurso holístico em que se consideram arautos da pós‐modernidade, e muitos destes prosperam à custa de uma “boa” retórica cheia de falácias.

Deixo aqui o meu segundo recado em relação a este debate. Porém, apesar de ter escrito mais sobre algumas características gerais das Ciências Naturais, reafirmo aqui a minha aposta que um bom conhecimento dos fundamentos das religiões mais dominantes no mundo ocidental nos levará para uma diferenciação dos objetivos e das limitações no campo de atuação destas em relação aos das ciências.

*Frederik Santos é professor de Física na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestrando em Filosofia Contemporânea (PPGF-UFBA). Sua pesquisa concentra-se na área de História e Filosofia dos problemas nos Fundamentos da MecânicaQuântica. Escreve exclusivamente para o Sentinelas da Liberdade. Tem forte atuação na área de educação especial para surdos, como professor bilíngue (Português/Língua Brasileira de Sinais) e agente político.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Conferência: Crítica Feminista à Ciência

Sentinela - Antonio Nelson
A Drª Evelyn Fox Kelly, Física Teórica pela Universidade de Harvard; professora de História e Filosofia da Ciência no Massachssetts Institute of Technology, realizará palestra com o tema: Crítica Feminista à Ciência, nesta sexta-feira, 09, no auditório Mastaba da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A entrada é franca e está previsto para começar às 9 h.
Realização: Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre as Mulheres, gênero e feminismo (PPGNEIM).

Programa de Pós-Graduação em Ensino , Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS);


Programa da Pós-Graduação do IBIO (Ecologia e Biomonitoramento);
Fapesb.

Os artigos assinados não representam necessáriamente a opinião do Sentinelas da Liberdade. São da inteira responsabilidade dos signatários. Sentinelas da Liberdade é uma tribuna livre, acessível a todos os interessados.