Produção e Foto: Antonio Nelson.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Conversa Fiada com Paulo Henrique Amorim
Produção e Foto: Antonio Nelson.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Dignidade sexual e exposição midiática em questão
O respeito à dignidade sexual, a pedofilia na internet, exposição midiática, caso Escola Base, Família Nardoni e o assassinato da jovem Heloá, entre outros assuntos foram abordados pelo professor universitário da área de Ciências Criminais e advogado, na área criminal, Yuri Carneiro Coelho, durante a palestra Crimes contra a dignidade sexual e a nova lei nº 12.15/09. O evento ocorreu na VII Semana Acadêmica da Faculdade Social, em Salvador/BA. Após palestra, Yuri Coelho nos concedeu entrevista sobre as temáticas. Confira!
Sentinelas da Liberdade - Mudanças culturais, comportamentais e jurídicas, nos últimos 30 anos, contribuíram para estimular atos de crimes contra a dignidade sexual?
Yuri Carneiro – Sem dúvida nenhuma contribuí. Os crimes de natureza violenta, contra pessoas, têm a depender do status social que você identifique, maior ou menor criminalidade. Uma relação profunda com a Economia e com o desenvolvimento econômico. Também tem uma relação com a Cultura muito forte. Alguns crimes sexuais são decorridos de patologias, que tem uma causa clínica, não social, mas outras espécies de crimes são decorrentes de fatores sociais e também de uma ordem comportamental de cultura que está muito mudada atualmente. A liberalidade é muito maior, o que faz com que as pessoas se exponham mais, e muitas vezes essa exposição faz com que pessoas invadam essa liberdade praticando crimes sexuais.
SL - Quais os crimes mais comuns praticados por programas popularescos e de entretenimento?
Y.C – Diria para vocês que são crimes contra honra, ofensas, estimulações, injúrias contra pessoas, exposição da imagem de forma indevida, principalmente aqueles que tratam de delitos. Sabemos muito bem que tipo de programa são esses, que às vezes só retratam os problemas da nossa sociedade, filmando pessoas, intimidando, mostrando pessoas supostamente acusadas de delitos, colocando elas como párias da sociedade, como se muitas vezes não tivessem direito de defesa. Em muitos casos são pessoas que são acusadas injustamente ou não cometeram atos que se embute a elas. Temos que ter muito cuidado com esses tipos de programas que sem uma investigação séria jornalística acabam determinando a responsabilidade para aqueles que não têm, apenas por uma questão de audiência. É muito bom você mostrar sangue e ter audiência, mas não para quem é vítima.
SL – Qual fato mais lhe impactou?
Y.C – O que a mídia fez com dois casos, o da filha dos Nardonis e o da Heloá. Foi algo fora do comum, algo que tem que ser retratado, chegou a ser exagerado. No passado, tivemos um caso muito sério que foi o da Escola Base, em São Paulo, no qual as autoridades públicas do estado julgaram como responsável o casal e depois se descobriu que eles não tinham nenhuma relação com atos de pedofilia, do qual tinham sido acusados. Tem que se tomar muito cuidado quando se acusar alguém, principalmente quando expor esse pessoal na imprensa.
SL - Quais são os direitos do cidadão para que os veículos popularescos e de entretenimento respeitem a dignidade humana?
Y.C – O direito a inviolabilidade da privacidade, da intimidade. É preciso que se respeite isso, e que não saia invadindo, mostrando tudo o que se acontece como se não tivesse limites. Acredito, por exemplo, que a derrubada da Lei de Imprensa foi importante, pois ela criava muita limitação, mas é necessário regular a atuação da impressa para que ela tenha um equilíbrio, e se mantenha a liberdade de imprensa, a qual é fundamental para o país, mas que não se tenha uma liberdade condicional. É preciso equilíbrio na divulgação da informação.
SL - A quem o cidadão deve recorrer quando for tratado injustamente?
Y.C - Ao Poder Judiciário. Em determinadas situações, só em casos concretos é que deve procurar uma delegacia de polícia, mas o poder judiciário é o meio mais adequado.
SL - Quais os constrangimentos mais frequentes entre casais?
Y.C - Do ponto de vista prático, hoje em dia é muito menos tocante os crimes sexuais e sim a violência física, que a Lei Maria da Penha vem abarcando e vem dando certa guarita a mulher, que é a maior vítima da violência familiar.
SL - E o papel do Estado?
Y.C - O Estado tem que ser educativo em prevenção, principalmente na área de Educação. Como o Estado não fornece uma Educação adequada às pessoas são criadas em um ambiente educacional e cultural impróprio, por falta de informação e Educação faz com que as pessoas não sejam orientadas de como devem ser suas vidas, conduzidas da melhor maneira possível, respeitando o direito dos outros.
SL – Está havendo políticas públicas, principalmente no estado da Bahia, para amenizar esses problemas, no campo da sexualidade?
Y.C – Quanto aos problemas de criminalidade, não vejo como políticas públicas. Inclusive passamos por uma grande crise na Segurança Pública. Óbvio que esperamos que o Governo adote medidas para prevenir a diminuição da criminalidade do país. Depende de uma grande estrutura econômica que gere menos desigualdade social. Do ponto de vista de intervenção direta, a curto prazo, não temos visto muitas políticas públicas para amenizar esse problema.
SL - Músicas com letras eróticas e pornográficas podem estimular a atitudes delituosas?
Y.C – Quanto à violência acredito que não estimule. O que estimula é a liberdade social. Quanto a crimes, não temos visto isso no Brasil não.
SL - Quanto à pedofilia na Internet?
Y.C - Tem ocorrido muito. Inclusive temos um programa que é o CQC (Custe o que Custar - da Rede Bandeirantes de Comunicação), o qual tem um quadro que tenta retrair pedófilo, o que mostra que a internet tem sido um veículo de expansão da pedofilia. Não que a rede deva ser limitada, mas deve sim aparelhar melhor o Estado para se discutir o que há, através da rede, desses pedófilos, e retirar.
É preciso ter um pouco mais de atenção, principalmente nas escolas, quanto à educação sexual, de cuidado e trato nas escolas com os nossos menores, para ajudá-los a se defenderem. É importante ter um bom aparelhamento dos nossos juizados, acompanhamento da família nos juizados, para que ele possa exercer com maior eficiência o poder normativo que tem, porque essa talvez seja a melhor forma, de pelo menos paliativamente, diminuir a pedofilia no país, além de você criar uma rede de investigação mais eficiente.
*Antonio Nelson é repórter do Sentinelas da Liberdade, autor e idealizador do site e não apóia o PIG:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O presidente do Partido da Imprensa Golpista
O Partido da Imprensa Golpista (PIG) é um termo que surgiu entre os internautas brasileiros em 2007 para caracterizar a grande mídia. O termo foi popularizado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada. Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um i minúsculo para se referir ao portal iG, do qual foi abruptamente demitido em 18 de março de 2008 no que descreve como sendo um processo de "limpeza ideológica". O termo ganhou tanta notoriedade que fez parte de um discurso do deputado federal pernambucano Fernando Ferro, do Partido dos Trabalhadores, no qual sugeriu que Arnaldo Jabor assumisse o cargo de presidente do PIG.
O termo também é constantemente utilizado pelos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna em seus blogs, que também ajudaram em sua popularização.
O termo PIG foi criado por André Alírio (Salvador, BA) em 2006, na comunidade do Orkut Apoiamos o Presidente Lula PT.
Definição
O termo é utilizado de forma genérica e pejorativa para se referir ao jornalismo praticado pelos grandes veículos de comunicação do Brasil, que seria demasiadamente conservador e que estaria tentando derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros de seu governo de forma constante. Considerando que pig é "porco" em inglês, a conotação pejorativa do termo pode ser maior do que já é.
De acordo com Amorim, o termo PIG pode ser definido da seguinte forma: "Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista".
Quem compõe o núcleo do PiG
Segundo a Blogosfera, os principais meios de comunicação que estariam à base do PiG, seriam quatro grandes grupos midiáticos importantes. Por ordem: a TV Globo e o jornal O Globo da família Marinho, o jornal Folha de S. Paulo, o outro jornal O Estado de São Paulo e a Revista Veja, do grupo Editora Abril.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=20710
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Governo Lula não dá dinheiro ao MST
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Diogo Mainardi e Ali Kamel são desmascarados
Por Luís Carlos Azenha :
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/para-entender-o-dossie-falso-disseminado-por-mainardikamel/
Manifesto em defesa da Democracia e do MST
Contra a criminalização do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA!
São Paulo, 21 de setembro de 2009
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA, ex-Deputado Federal Constituinte pelo PT-SP (1985-1991) e ex-consultor da FAO
Osvaldo Russo, estatístico, ex-presidente do INCRA (1993-1994), diretor da ABRA e coordenador do núcleo agrário nacional do PT
Hamilton Pereira, o Pedro Tierra, 61, é poeta e membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo
Antônio Cândido, crítico literário, USP
Leandro Konder, filósofo, PUC-RJ
István Mészáros, Hungria, filósofo.
Abaixo, segue o texto do Manifesto. Assine-o e promova sua divulgação. Para assinar, entre em:
http://www.petitiononline.com/manifmst/petition.html .
Fonte: www.mst.org.br
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Sessão pública de desagravo à imprensa baiana
Sentinela - Antonio Nelson
Em resposta à matéria publicada na editoria de Política, do Jornal A Tarde, realizada em 15/08/2009, com o título: Procuradora sob suspeição, na próxima terça-feira, 29, às 15h, na sede da OAB-BA acontecerá sessão pública para leitura do desagravo à Procuradora Geral Adjunta do estado, Joselita Cardoso Leão. De acordo com fontes oficias, a nota será encaminhada ao ofensor e às autoridades (Regulamento Geral da OAB, art. 18 e parágrafos).
A leitura será feita pelo Presidente do Conselho da OAB-BA. Até mesmo por se tratar de desagravo que se fará não somente a Joselita mas, também, às prerrogativas da advocacia (e em especial às prerrogativas da advocacia pública).
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Por Joselita Cardoso Leão
DA REPORTAGEM DIVULGADA EM 15.08.09
Conquanto não prime pelo rigor gramatical nem mesmo se apresenta em linguagem jornalística – o que se percebe pelas referências feitas à signatária com o prenome apenas - o texto em geral expressa a realidade, exceto quanto ao momento em que o processo de cobrança da multa chegou na PGE. Conforme registros do sistema, tal ocorreu em 2006 e não em 2007.
Com exclusividade, leia a carta na íntega, neste site, referente à reportagem, na publicação da última quarta-feira: Procuradora do Estado da Bahia desmente imprensa baiana.
Globope manipula amostra para prejudicar Dilma
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Procuradora do Estado da Bahia desmente imprensa baiana
SOBRE A MATÉRIA PUBLICADA NO CADERNO POLÍTICA, DO JORNAL “A TARDE”, EDIÇÃO DE 15.08.2009
Acusam-me de ter distribuído internamente na PGE o processo de cobrança da multa de 70 milhões que o Banco Econômico deveria pagar ao Estado da Bahia a despeito de ter sido advogada do mesmo Econômico durante 19 anos, 18 dos quais acumulando com a função de Procuradora.
Afirmam, ainda, que assinei o processo movido pelo Banco para derrubar a sentença, que, posteriormente, gerou a multa aplicada ao Banco Econômico por descumprimento da sentença.
Daí, segundo a manchete que encabeça a reportagem, “SOB SUSPEIÇÃO”.
Antes de tudo, convém esclarecer que o “processo de cobrança” da multa de 70 milhões de reais já havia sido encaminhado à Procuradoria Judicial desde 2006, quando também fora distribuído pela digna Chefia do Órgão a um dos seus Procuradores. Na mesma oportunidade, o ilustre Procurador designado já emitira pronunciamento registrando a impossibilidade de ajuizamento, naquele momento, da execução (que haveria de ser precedida de inscrição em dívida ativa – art. 14, V, parag. Único do CPC), por não ter ocorrido trânsito em julgado da decisão, pressuposto ca constituição do crédito à luz do dispositivo citado.
De fato, em 2007 foram recebidos no Gabinete do Procurador Geral e remetidos a mim um ofício do Desembargador Benito Figueiredo e outro do Procurador Geral da Justiça ambos capeando idêntico expediente que lhes fora passado pelo advogado Hugo Amaral Villarpando, interessado este em que fossem aviadas providências visando à cobrança da referida multa sob o argumento de que seria ela destinada ao FAJ Fundo de Aparelhamento do Poder Judiciário.
Como todos os expedientes que ingressam no Gabinete para efeito de distribuição são direcionados eletronicamente a mim, responsável que sou pela chefia do órgão, também me foram encaminhados pelo mesmo sistema, (ver fac-simile da reportagem) aqueles dois ofícios – que foram de logo encaminhados ao Procurador Geral para conhecimento, resposta às autoridades remetentes e orientação à Procuradoria Judicial. Ressalte-se que o Procurador Geral, inteirado da manifestação da PJ, comunicou o fato ao Presidente do Tribunal, afirmando que a PGE aguardava a reunião dos elementos necessários para a constituição regular do crédito, inscrição em dívida ativa e ajuizamento da indicada cobrança.
Pouco tempo depois, o advogado Villarpando, verificando que tais expedientes haviam passado por mim, apresentou requerimento ao Procurador Geral para que fosse eu “afastada do caso” porque tinha sido advogada do Econômico, responsável pelo pagamento da multa. Recebendo este pedido, o PGE determinou minha manifestação a respeito, ao que esclareci o equívoco do requerente, consignando que eu jamais havia estado no caso, que apenas fiz o encaminhamento dos expedientes, e que, de resto, cabia à PJ (que já acompanhava o assunto desde 2006), e não ao Gabinete, as providências apontadas pelo Tribunal e pelo MP.
ADVOCACIA DO BANCO ECONÔMICO
É público e notório que fui durante longos anos advogada contratada do Banco Econômico e que, no curso dessa relação ingressei por concurso no cargo de Procurador do Estado, passando desde então a cumular legalmente minhas atividades profissionais na advocacia privada sob vínculo empregatício e na PGE.
É certo também que continuei atuando como advogada do Banco Econômico após a intervenção e conseqüente liquidação extrajudicial da instituição e que, em função do vínculo empregatício que mantinha ali, ajuizei em nome do empregador, no mês de março de 1998, contra as empresas CONCIC e PRISMA e respectivos sócios, uma ação rescisória para desconstituir a sentença proferida pelo Juíz da 4ª Vara Cível, hoje Des José Bispo, em ação ordinária de cobrança proposta por estes últimos contra o Banco, decisão esta portando uma condenação em vultosíssima quantia que, sem computar as perdas e danos, já se avizinhava da casa de 200 milhões de reais.
Mas que, no ano seguinte (1999), já rescindido desde junho de 1998 o meu contrato de emprego com o Banco, achei por bem renunciar aos poderes que me foram por este conferidos na causa objeto daquela ação rescisória, levando imediatamente o fato a conhecimento do Relator da ação.
Registre-se que desde então não mais tomei conhecimento da tramitação desse processo, que passou a ser patrocinado por outros profissionais.
DA MULTA
Com a notícia que recebeu em 2006 da existência do crédito resultante de mencionada multa, a PGE tomou conhecimento de que nos embates travados para o recebimento dos créditos objeto da condenação na ação ordinária, o advogado Hugo Amaral Villarpando, em 2004, invocando a qualidade de credor de honorários em montante superior a 20 milhões de reais, interpôs agravo de instrumento insurgindo-se contra o descumprimento da sentença pelo Banco e reivindicando a aplicação a este da multa prevista no art. 14, inciso V, parag. Único, do CPC, , lograra obter a condenação do agravado na pena pecuniária, no percentual de 10% sobre “o valor econômico da execução”, deixando, no entanto, a Câmara Julgadora, de estabelecer o prazo a ser contado do trânsito em julgado da última decisão da causa, conforme previsto no mesmo dispositivo como pressuposto da constituição do título hábil à cobrança reclamada.
O ACÓRDÃO DA 1ª CÂMARA CÍVEL QUE CONDENOU O BANCO ECONÔMICO A PAGAR ESSA MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE SENTENÇA, DATA DE 2005, QUANDO A AÇÃO RESCISÓRIA JÁ TRAMITAVA NO MESMO TRIBUNAL HÁ SETE ANOS. VALE DIZER, SEIS ANOS APÓS TER EU RENUNCIADO AO MANDATO PARA O PATROCINIO DESTA MESMA AÇÃO.
DA AÇÃO RESCISÓRIA
É interessante perceber que todo o movimento desenvolvido pelo citado advogado em 2007 - quando provocou o Tribunal e o MP a pedir providências à PGE para a cobrança daquela multa - coincidiu com o anuncio do julgamento da ação rescisória, que veio a ser definitivamente julgada procedente no mês de fevereiro do ano em curso, constando todavia que contra essa decisão os réus ingressaram com embargos infringentes aviados em face da minoria composta por um único voto vencido.
Receia-se que as últimas investidas, agora impregnadas de conteúdo marcadamente difamatório, envolvendo levianamente meu nome, coincida também com a proximidade do julgamento daqueles embargos.
Vale acrescentar a tais circunstâncias, o fato de que a mobilização do Presidente do TJ e do MP rumo à tomada de providências pela PGE, fora obtida pelo advogado, mercê da equivocada afirmação de se tratar de multa destinada ao aparelhamento do Poder Judiciário, quando o FAJ – Fundo de Aparelhamento do Judiciário é constituído de 50% de custas , taxas judiciais e multas sobre estas incidentes (cf Lei que criou o IPRAJ). De sorte que os recursos provenientes de multa da espécie, quando devidos, haverão de ser carreados como receita corrente do tesouro estadual ou federal, na forma estabelecida pelo CPC.
DA REPORTAGEM DIVULGADA EM 15.08.09
Conquanto não prime pelo rigor gramatical nem mesmo se apresenta em linguagem jornalística – o que se percebe pelas referências feitas à signatária com o prenome apenas - o texto em geral expressa a realidade, exceto quanto ao momento em que o processo de cobrança da multa chegou na PGE. Conforme registros do sistema, tal ocorreu em 2006 e não em 2007.
Esclarece sobre a conduta da signatária no episódio (distribuição dos expedientes) e, ainda registra, a manifestação da PJ pela impossibilidade técnica da tomada de providências pela PGE com vistas à execução dos referidos 70 milhões.
O que se repele mesmo e causa indignação pelo conteúdo injurioso e difamatório que porta, é a formulação do título da matéria como “PROCURADORA SOB SUSPEIÇÃO”, quando se constata que os fatos narrados na reportagem jamais autorizariam tal acusação.
Afinal, a ninguém de bom senso ocorreria supor que mero ato de distribuição ou encaminhamento de expedientes em rotina burocrática - é o de que me acusam – pudesse colocar alguém SOB SUSPEIÇÃO.
Tenho a mais absoluta convicção de que em nenhum momento de minha trajetória faltei com os deveres do meu cargo público nem com os postulados da ética profissional, valores que sempre procurei honrar e professar tanto na minha atividade privada, quanto nesses 30 anos de atuação como Procuradora do Estado da Bahia.
Salvador, 17 de agosto de 2009
Joselita Cardoso Leão
Prezados Colegas, Procuradores do Estado:
Tentando ainda recobrar a tranquilidade emocional que me foi subtraída pelo impacto da injuriosa matéria levada a público no último dia 15 (sábado) pelo Jornal “A Tarde” sob o título "Procuradora sob Suspeição", sinto-me no dever de me dirigir a vocês para apresentar-lhes os esclarecimentos que todos merecem e devem receber.
Não o faço para me defender, obviamente, até porque nem mesmo ali a perversidade foi capaz de apontar qualquer ato que pudesse desabonar minha conduta como pessoa ou como advogada, na esfera pública ou particular. Mas, sim, para esclarecer sobre os fatos que tentaram manipular e deturpar com o o firme propósito de me atingir.
Afinal, fui covardemente ofendida em minha honra funcional, como Procuradora do Estado, no exercício do cargo de Procuradora Geral Adjunta, e bem sei o quanto isto pode repercutir na auto-estima dos meus Pares e na própria imagem do Órgão a que servimos.
É público e notório que atuei como advogada contratada do Banco Econômico S.A. e do Banco Econômico em liquidação extrajudicial e que grande parte desse labor foi contemporâneo ao exercicio do cargo de Procuradora do Estado. Nenhuma norma legal ou ética me impedia de acumular essas atividades, sendo de assinalar-se que jamais optei por dedicação exclusivana PGE.
É certo que no mes de março de 1998 , ainda como advogada da referida instituição, no exercicio regular da advocacia, ajuizei em nome desta uma ação rescisória contra as empresas CONCIC e PRISMA e seus respectivos sócios, objetivando a desconstituição de uma sentença da 4ª Vara Cível, subscrita pelo Juiz José Bispo, que em ação ordinária ajuizada por aqueles, havia condenado a instituição, já liquidanda, em 524 milhões, além de perdas e danos.
Sucede que, em 1999, tendo me desligado do Banco, renunciei aos poderes que me foram conferidos para a causa, levando ao processo petição registrada neste sentido.
Dos embates que se travaram desde então entre as partes litigantes, já em 2004, enquanto tramitava a AR , um dos advogados das empresas, rés nesta ação, legitimado por crédito de honorários sucumbenciais resultantes da ação ordinária subjacente, interpos um agravo de instrumento em que postulara a aplicação, ao Banco, da multa prevista no art. 14 inciso V, parag. único do CPC, por descumprimento da sentença.
Em 2005, provido o agravo, foi fixada a multa reclamada no percentual de 10% a incidir sobre "o valor econômico da execução", sendo que, de acordo com as disposições citadas, essa multa se vence a partir do trânsito em julgado da última decisão da causa. E se destina à Fazenda Estadal ou Federal conforme o caso.
Conforme registros no sistema da PGE, a demanda relativa à cobrança dessa multa chegou à Procuradoria no ano de 2006, sendo o expediente encaminhado à Procuradoria Judicial . Ali, o primeiro Procurador designado pela Chefia para adotar as providências pertinentes à execução do apontado crédito, emitiu pronunciamento contrário a qualquer medida naquele momento por não ter se efetivado ainda o trânsito em julgado da última decisão da causa.
Em 2007, já estando esta Procuradora em exercício no Gabinete, recebeu e deu o devido encaminhamento, como lhe competia, um ofício do Presidente Benito Figueiredo e outro da Procuradoria Geral da Justiça, ambos capeando um mesmo dossiê entregue aos remetentes pelo referido advogado, com pedido de providências no sentido de ser cobrada aquela multa sob o argumento de se constituir em crédito do Fundo de Aparelhamento do Poder Judiciário.
Ainda naquele ano, a signatária recebeu e encaminhou ao Procurador Geral o requerimento do mesmo causídico que, valendo-se dos registros do meu nome na tramitação daqueles ofícios, e suscitando suposto interesse de minha parte, por ter sido advogado do Banco, pedia fosse ela "afastada do caso" .
Nesse mesmo expediente, atendendo a despacho do Procurador Geral, que me retornou o expediente para manifestação, tive a oportunidade de esclarecer que jamais "estivera no caso"´, até porque não integram minhas funções a de oficiar nos feitos administrativos, nem tão pouco a de ajuizar demandas.
Como se pode ver, além de não mais se encontrar sob meu patrocinio a ação rescisória em questão - desautorizando, assim, qualquer ilação capaz de me vincular às consequencias dela - em nenhum momento emiti qualquer ato e, muito menos pronunciamento acerca dos destinos a serem dados pela PGE ao citado "processo de cobrança de multa de 70 milhões de reais".
De resto, cumpre-me ressaltar, por ser auto-explicativo, o fato de que a momentosa ação rescisória foi recentemente julgada procedente pelo Tribunal de Justiça, com apenas um voto divergente, desconstituindo, assim, a sentença cujo resultado econômico já ultrapassaria a casa de 1 bilhão de reais.
No anexo*, descrevo com maiores detalhes minha atuação na referida causa e seus desdobramentos.
Espero assim ter contribuído para escoimar qualquer resquício de dúvida que acaso ainda possa subsistir quanto à lisura de minha conduta funcional e profissional em todos os passos desse malfadado estória.
Cordialmente
Joselita Cardoso Leão
*O anexo é a primeira publicação.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Nota do MST
Segue abaixo a nota da secretaria nacional do MST sobre as mobilizações de agosto, as conquistas obtidas, e a reação da direita e da imprensa conservadora.
Informe aos amigos sobre a ofensiva da imprensa burguesa contra o MST
Fizemos uma mobilização em todo o país e um acampamento em Brasília em defesa da Reforma Agrária e obtivemos vitórias importantes, relacionadas à solução dos problemas dos trabalhadores do campo. A jornada de lutas conquistou do governo federal medidas muito importantes, embora estejamos longe da realização da Reforma Agrária e da consolidação de um novo modelo agrícola. Além disso, demonstrou à sociedade e à população em geral, que apenas a organização do povo e a luta social podem garantir conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras.
A principal medida do governo, anunciada durante a jornada, é a atualização dos índices de produtividade, que são utilizados como parâmetros legais para a desapropriação de terras para a Reforma Agrária. Os ruralistas, o agronegócio e a classe dominante brasileira fecharam posição contra a revisão dos índices e passaram a utilizar os meios de comunicação para pressionar o governo a voltar atrás.
Essas conquistas deixaram revoltados os ruralistas, o agronegócio e a classe dominante, que defendem apenas seus interesses, patrimônio e lucro, buscando aumentar a exploração dos trabalhadores, da natureza e dos recursos públicos. Nesse contexto, diversos órgãos da imprensa burguesa – os verdadeiros porta-vozes dos interesses dos capitalistas no campo – como Revista Veja, Estadão, Correio Brazilienze, Zero Hora e a TV Bandeirantes, passaram a atacar o Movimento para inviabilizar medidas progressistas conquistadas com a luta.
Não há nenhuma novidade na postura política e ideológica desses veículos, que fazem parte da classe dominante e defendem os interesses do capital financeiro, dos bancos, do agronegócio e do latifúndio, virando de costas para os problemas estruturais da sociedade e para as dificuldades do povo brasileiro. Desesperados, tentam requentar velhas teses de que o movimento vive às custas de dinheiro público. Aliás, esses ataques vêm justamente de empresas que vivem de propaganda e recursos públicos ou que são suspeitas de benefícios em licitações do governo de São Paulo, como a Editora Abril.
Diante disso, gostaríamos de esclarecer a nossos amigos e amigas, que sempre nos apóiam e ajudam, que nunca recebemos nem utilizamos dinheiro público para fazer qualquer ocupação de terra, protesto ou marcha. Todas as nossas manifestações são realizadas com a contribuição das famílias acampadas e assentadas e com a solidariedade de cidadãos e entidades da sociedade civil. Temos também muito orgulho do apoio de entidades internacionais, que nos ajudam em projetos específicos e para as quais prestamos conta dos resultados em detalhes. Aliás, todos os recursos de origem do exterior passam pelo Banco Central. Não temos nada a esconder.
Em relação às entidades que atuam nos assentamentos de Reforma Agrária, que são centenas trabalhando em todo o país, defendemos a legitimidade dos convênios com os governos federal e estaduais e acreditamos na lisura do trabalho realizado. Essas entidades estão devidamente habilitadas nos órgãos públicos, são fiscalizada e, inclusive, sofrem com perseguições políticas do TCU (Tribunal de Contas da União), controlado atualmente por filiados do PSDB e DEM. Desenvolvem projetos de assistência técnica, alfabetização de adultos, capacitação, educação e saúde em assentamentos rurais, que são um direito dos assentados e um dever do Estado, de acordo com a Constituição.
Não esperávamos outro procedimento desses meios de comunicação. Os ataques contra o Movimento são antigos e nunca passaram da mais pura manifestação de ódio dos setores mais reacionários da classe dominante contra trabalhadores rurais que se organizaram e lutam por seus direitos. Vamos continuar com as nossas mobilizações porque apenas a pressão popular pode garantir o avanço da Reforma Agrária e dos direitos dos trabalhadores, independente da vontade da classe dominante e dos seus meios de comunicação.
Secretaria Nacional do MST
quarta-feira, 15 de julho de 2009
REVISTA VEJA TENTA DESTRUIR PAULO FREIRE
Sentinela - Antonio Nelson
Em breve, entrevista exclusiva com o Centro Paulo Freire, na Uinversidade Federal de Pernambuco (UFPE), sobre a reportagem de capa : “O insino no Brasil è otimo”, em 20 de agosto de 2008 – edição: 2074 ou http://www.veja.abril.com.br/acervodigital/
domingo, 21 de junho de 2009
Revista Veja, Violenta e irresponsável
Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Convidado: www.acertodecontas.com.br - 09 de março 2009. Filmagem: Sentinela - Antonio Nelson - Edição: Sentinelas - Henrique Casais e Antonio Nelson
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Antonio Nelson Lopes Pereira
Os jornalistas corruptos e a imprensa golpista
Corrupção e Ética nos Negócios com Paulo Henrique Amorim e o delegado Protógenes Queiroz no Auditorio do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 09 de Março de 2009. À convite do site http://www.acertodecontas.com.br/.
Imagem / Antonio Nelson.