No dia mundial do Rock, a capital pernambucana comemora o Tributo The Offspring com 10 apresentações inéditas, em 13 e 14 de julho, no Bar Burburinho, que fica no Recife Antigo. Os dois dias de shows conta com bandas conhecidas na cena musical pernambucana.
Confira!
JULHO, DIAS 13 e 14, nos DOIS
ANDARES do BURBURINHO.
10 bandas por dia, divididas nos dois palcos.
Dia 13
Led Zeppelin por Estragados
Tributo a Amy Winehouse com Black Zion
Rage Against The Machine com No Shelter
Tributo a Strokes por Automctic Stop ((Rock)
Jimi Hendrix por Big John Siqueira (Blues/Rock)
Cruor (Metal Autoral)
Dune Hill (Metal Autoral)
Pois Zé (Rock Autoral)
Airados (Rock Autoral)
Howay (Ska Autoral)
Dia 14
Tributo a Evanescence (Metal)
Offspring por Power 3 (Rock)
Beatles por Let Me Beatles (Rock)
Tributo a Motorhead (Metal)
Mamonas Assassinas por Creuzebeck (Homenagem
Especial)
Foxy Trio (Rock Psicodélico Autoral)
Sex On The Beach (Surf Music Instrumental Autoral)
Dead Lover's Twisted Heart (Rock Autoral)
Tributo a Arctic Monkeys por Frozen Bananas (Rock)
Kriver (Hard Rock Autoral)
Serviço
Ingressos no Bar Burburinho, Gramophone do Shopping
Recife e Disco de Ouro (7 de Setembro).
A banda Information Society retorna à cidade do Recife, após 17 anos, com apresentação inédita no Arcádia do Shopping Paço Alfândega, sexta-feira, 20 de julho, às 22h, com recordações dos sucessos da década de 1980.
Serviço: Information Society - No Arcádia do Paço Alfândega Endereço: R. Madre de Deus, s/n, Ed. Garagem 4º Andar, Recife Antigo/PE Data/ Horário: 20 de Julho, às 22h Informações: 3033-6969 Ingressos: R$ 150,00 (Lounge feminino), R$ 180,00 (Lounge masculino) e R$ 300,00 (Lounge para 1 casal), disponíveis nas lojas Musa. Mesa para 6 pessoas: R$ 1.500,00; mesa para 8 pessoas: R$ 2.000,00; e mesa para 10 pessoas: R$ 2.500,00, disponíveis no Arcádia, em Boa Viagem.
É difícil manter uma reputação.
Duas então é complicadíssimo! Nesse momento, mantenho a carreira mais
lucrativa: assassina profissional. Engraçado pensar nisso enquanto termino de
catar os miolos de Gilseu Vasconcelos, também conhecido como Gil Catiça. Esse
cara – quando você mata e sente o cheiro das suas hemorróidas pútrefatas, você
entende o motivo de ser chamado de Catiça - roubou outro cliente meu, do meu
outro emprego: detetive particular. É estranho, mas é conveniente - afinal é
muito bom você receber dinheiro de dois caras, um deles morrer e não te cobrar
o término do seu serviço com ele. Esse meu outro cliente é um ricaço que
descobriu que o Catiça roubou uns milhões dele durante uma negociação com uns
norte americanos. Sei que é uma fachada para trazer drogas para o Brasil – o
documento oficial diz que eles vão trazer lençóis para hospitais-, mas tenho
que garantir o meu né? O cara me contratou tanto como detetive quanto como
matadora, só que não sabe que tenho os dois empregos. Ai que nojo essas
"tripas" cerebrais!
Com palestras, oficinas, apresentações gratuitas e pagas até R$20*, Recife inicia a 10ª Mostra Brasileira de Dança com produções locais, profissionais, amadoras e com destaque das companhias dos estados brasileiros. O evento começa de 30 de junho a 08 de julho de 2012. Além disso, Os municípios de Olinda e Jaboatão dos Guararapes serão contemplados pela Mostra. Com a realização dos produtores Iris Macedo e Paulo de Castro, a público assitirá aos estilos, coreografias isoladas no espaço público e privado.
Já no Teatro Santa Isabel, na capital pernambucana, haverá também inéditos espetáculos. Confira abaixo a programação:
30 de junho(sábado), às 20h30 e 01 de julho(domingo), às 19h.
Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) | Gratuito. São Paulo Companhia de Dança
(São Paulo/SP)
Coreografias: Bachiana Nº 01,
Grand Pas de Deux de Dom
Quixote, Ballet
101 e Gnawa.
01 de julho(domingo), às 16h.
Alto da Sé (Olinda) | Gratuito.
02
de julho(segunda), às 16h.
Parque da Jaqueira (Recife) | gratuito. 1º Ato Grupo de Dança
(Belo Horizonte/MG).
Espetáculo: Pequenos Atos de
Rua.
03 de julho(terça), às 20h.
Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) | R$ 20,00 e R$ 10,00. Bacnaré – Balé de Cultura
Negra do Recife (Recife/PE).
Espetáculo: Memórias.
03 de julho(terça), às 20h30
Teatro de Santa Isabel | R$ 20,00 e R$ 10,00. Cia. Ângelo Madureira e Ana
Catarina Vieira (São Paulo/SP).
Espetáculo: Delírio.
04
de julho(quarta), às 19h40
Parque Dona Lindu (Boa Viagem) | Gratuito. Gardênia Coleto
(Jaboatão dos Guararapes/PE).
Coreografia: ÂMBAR: Três
Bailarinas de Degas.
04
de julho(quarta), às 20h.
Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) | R$ 20,00 e R$ 10,00. Cia. Etc
(Recife/PE).
Espetáculo: Dark Room.
04
de julho(quarta), às 20h.
Teatro Barreto Júnior | Gratuito. Grupo Peleja
(Olinda/PE).
Espetáculo: Guarda Sonhos.
05 de julho(quinta-feira),
às 20h.
Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) | R$ 20,00 e R$ 10,00. Coletivo Lugar Comum
(Recife/PE).
Espetáculo: Noite de Performances
Corpos Compartilhados (Topografias do Feminino, OSSevaO, Valsa.me e Pé de
Saudade).
05 de julho(quinta),
às 20h.
Teatro Barreto Júnior | R$ 20,00 e R$ 10,00. Cia. Pé-Nambuco de Dança
(Recife/PE).
Espetáculo: Majho Majhobê Olubajé.
06 de julho(sexta-feira),
às 20h.
Teatro de Santa Isabel | R$ 20,00 e R$ 10,00. Noite de Coreografias
Profissionais.
- Rogério Alves
(Recife/PE) – Coreografia: João do
Esfregão.
- Grupo Funknáticos
(Recife/PE) – Coreografia: Original
Funk.
- Jorge Kildery
(Recife/PE) – Coreografia: Christine
J..
- Grupo Acaso
(Recife/PE) – Coreografia: Para
Josefina.
- Popper Mask
(Paulista/PE) – Coreografia: Seu
Sonho.
06 de julho(sexta-feira),
às 20h.
Teatro Barreto Júnior | R$ 20,00 e R$ 10,00. Noite de Coreografias Amadoras.
- Tâmara Dornelas e Ivan Jr.
(Recife/PE) – Coreografia: Pas de
Deux Satanella.
- Cia. Roberto Pereira Danças
de Salão (Recife/PE) – Coreografia: Samba Feito Só Pra Mim.
- Cia. Gothá
(Recife/PE) – Coreografia: Eu, o
Outro.
- Aquarius Tribal Fusion Cia.
de Dança (Recife/PE) – Coreografia: Lunar.
- Cia. de Dança Ferreiras
(Recife/PE) – Coreografia: Sentimento
à Flor da Pele.
- Ballet Maysa
(Recife/PE) – Pequena Mostra de Variação de Repertório – Coreografias: trechos dos ballets Lago dos Cisnes, A Filha
do Faraó, A Bela Adormecida e Spartacus.
- Grupo Pantomima
(Recife/PE) – Coreografia: Sabiá.
- Cia. Terapia Dança Salão
(Recife/PE) – Coreografia: Sambassim.
- Aria Espaço de Dança e Arte
(Jaboatão dos Guararapes/PE) – Coreografia: Bandolins.
- Darilson Cassiano e Luana
Martins (Recife/PE) – Coreografia: El Baile Salsa.
07 de julho(sábado), às 20h
Teatro de Santa Isabel | R$ 20,00 e R$ 10,00. Cia. Dita
(Fortaleza/CE).
Espetáculo: De-Vir.
07 e 08 de julho(sábado
e domingo), às 16h.
Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) | R$ 20,00 e R$ 10,00. Virtual Companhia de Dança
(São José do Rio Preto/SP).
Espetáculo para todas as idades: Peter
Pan.
A expectativa de vida do brasileiro nascido em 2010 alcançou 73,4
anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) divulgados nesta sexta-feira (29). Ao ser comparada com os dados
de 1960, quando a perspectiva era de que o cidadão vivesse 48 anos, a
esperança de vida do brasileiro tem um aumento de 25,4 anos.
Os dados do IBGE também mostraram que o número médio de filhos por
mulher caiu de 6,3, em 1960, para 1,9, em 2010. Segundo o levantamento
do instituto, isso indica que a população brasileira está mais
envelhecida. A parcela de idosos (65 anos ou mais) passou de 2,7%
(1960) para 7,4% (2010).
O Censo 2010 identificou que a participação da população com idade
entre 0 e 14 anos caiu de 42,7% (1960) para 24,1% (2010). A diminuição
da mortalidade permitiu o aumento da participação da população em idade
ativa (15 anos a 64 anos), que em 1960 era de 54,6% e passou para 68,5%
em 2010.
O instituto registrou ainda que aumentou a proporção de mulheres
sobre os homens. Em 1960, existiam 99,8 homens para cada 100 mulheres.
Em 2010, eram 96 homens para cada 100 mulheres.
Declaração de raça
Segundo o IBGE, 90,6
milhões de brasileiros se declararam como brancos em 2010, o
equivalente a 47,7% da população. No mesmo ano, 82,8 milhões de pessoas
se classificaram como pardos (43,1%) e outros 14,3 milhões, como
pretos. (Os termos branco, preto e pardo são utilizados no relatório oficial do IBGE.)
O levantamento também apontou que 817 mil pessoas se declararam
indígenas (0,4%). Desse universo, 60,8% estavam concentrados nas áreas
rurais. Do total da população brasileira, apenas 15,6% vivem na zona
rural.
Santa Catarina tem a maior proporção de brancos (84%), seguido do
Rio Grande do Sul (83,2%) e Paraná (70,3%). Em contrapartida, apenas
20,9% da população de Roraima se declarou branca.
A maior proporção de pardos foi registrada no Norte e no Nordeste.
Na Bahia, são 17,1%, cerca de 24 milhões de pessoas que se
classificaram como pardos. No Rio de Janeiro, 12,4% se declaram pretos,
cerca de 2 milhões de pessoas.
Será que poderíamos selecionar os assuntos de maior interesse de uma
sociedade através do espaço que seus meios de comunicação dão a determinados
temas? Tal classificação refletiria o interesse social se tivéssemos veículos
midiáticos realmente democráticos. Talvez a internet seja o espaço que mais se
aproxime deste ideal, pois apesar de ser um espaço de controle, ainda não se
tornou um espaço totalitário, e dificilmente um dia o será.
O fato é que quando se analisa a presença do tema Ciência eTeconologia na
mídia vemos que este tem ocupado muito pouco espaço bahiana (principalmente nos
meios impressos). Mas, sejamos justos, este não é um fenômeno tipicamente
bahiano, é antes de tudo brasileiro. As razões deste fato se dão por origens
sociais e históricas complexas. Um linha de investigação que pode servir como
ponto de partida para mapearmos estas origens seria a maneira como temos
construído nossa história nacional e regional e qual o papel que a ciência e a
tecnologia tem tido nesta construção narrativa.
Enquanto em países como Inglaterra, França, Alemanha, EUA, etc, a história da
ciência se entrelaça com a história da construção da soberania e da identidade
nacional, aqui no Brasil a história da nossa ciência é colocada de forma
marginal nos livros de história do Brasil, se é que ela aparece. Lembro que a
narrativa mais forte em minha memória da época do ensino médio, em relação ao
aparecimento da interferência da ciência na história política e social do
Brasil, se dá quando estudei a revolta da vacina no Rio de Janeiro. Porém, a
imagem que ficou não se resumiu a uma sociedade revoltada contra uma
obrigatoriedade do estado, somos levados a concluir que esta revolta foi
pautada na ignorância e no medo contra o novo e contra um cientista excêntrico
e ditador.
Em outro momento, conhecemos um Santos
Dumont que tanto
se forma quanto ganha fama fora do Brasil, e nos perguntamos se teríamos este
grande inventor se ele não tivesse se mudado para Paris ainda jovem.
O ponto central destes exemplos acima é que não importa se tais leituras
históricas são equivocadas ou incompletas (e provavelmente o são) o que importa
é que a história contada nos livros didáticos (aqueles livros que formam a
maioria dos futuros cidadãos brasileiros) parece nos mostrar um país não
vocacionado à ciência e à inventividade técnica de ponta.
Já tivemos um ministro que disse, no início da década de noventa, que
tecnologia não precisa se produzir quando se pode comprar. Pois é, há um
movimento no Brasil que crê que devemos aceitar a nossa vocação tupiniquim para
fornecer matéria prima e mão de obra barata em troca de consumir aquilo que é
produzido por aqueles que têm a devida vocação para inventar e produzir.
Porém, o caminho para uma inevitável mudança de direção tem ocorrido. O
Brasil tem despertado para o seu potencial inventivo, criativo e intelectual, e
este último tem sido usado não somente para inventar, mas também para
compreender melhor o mundo. Nos últimos anos vimos várias agencias regionais de
amparo à pesquisa e à inovação tecnológica surgirem fora da região sudeste.
Agências
como a FAPESB, que vem para complementar os investimentos necessários em um
país com um grande déficit de produção de novas tecnologias e patentes. E este
último tema também nos trouxe novidades quando tivemos um debate nacional a fim
de regulamentar a lei das patentes, viabilizando ainda mais o processo de
investimento em pesquisa por parte da iniciativa privada. Vimos também as
publicações e espaços (neste ponto a Bahia tem estacionado) de divulgação
científica se multiplicarem no Brasil (Revista da FAPESP, Ciência Hoje,
Scientific American, entre outras), além do surgimento dos primeiros cursos de
pós-graduação para formar jornalistas e cientistas na área. E por fim, a Semana
Nacional de Ciência e Tecnologia que tem ocorrido periodicamente em outubro
juntamente com as olimpíadas de Matemática, Física e Química.
Hoje em dia já deveria ser lugar comum afirmar que as ciências são um
produto cultural tão impactante na vida social quanto qualquer arte ou
filosofia e a história tem nos mostrado que este está entre os que têm mais
influenciado, não importa quão distante estejamos do centro das decisões. Infelizmente,
esta conclusão não se estabeleceu ainda como lugar comum na maioria dos meios
de comunicação de massa no Brasil.
E para não pensarmos que ciência e técnica no Brasil são coisas recentes,
a história também tem nos mostrado que o Brasil teve influentes estadistas[1] que também eram cientistas ou eram grandes mecenas. Um destes
importantes personagens foi o naturalista português José Bonifácio. Este
forneceu uma excelente formação intelectual ao imperador D. Pedro II, e pouca
gente sabe que este último por sua vez foi um grande incentivador das ciências
da Terra no Brasil e no exterior. D. Pedro II foi um mecenas (assim como Visconde de Mauá também o
foi) no Brasil e um dos seus amigos no exterior foi o famoso inventor
escocês-americano Alexander Graham Bell, o inventor do telefone. Nosso antigo imperador foi um dos primeiros
incentivadores deste invento. Porém, se retrocedermos ainda mais, encontraremos
astrônomos e inventores de formação jesuíta que gozavam de reconhecimento
internacional, tais como Valentin
Stansel (séc.
XVII) e Bartolomeu de Gusmão (séc.
XVIII). Ambos passaram pelo colégio Jesuíta da Bahia. Se você está pensando:
Ah, mas a maioria destes personagens nasceu ou teve sua formação inicial na
Europa! Então, eu pergunto: E os primeiros inventores ou cientistas americanos?
Estes tiveram sua formação científica inicial aonde? De onde vinha boa parte
dos livros que eles liam?
Finalmente, o séc. XX veio para nos mostrar que um país como o Brasil
pode ter vocação para qualquer coisa quando tem o devido incentivo educacional
e financeiro guiados por políticas públicas. Hoje somos o país que dominou: o
enriquecimento do urânio e controla a energia nuclear, a produção de foguetes e
aviões de ponta, a genética em todos os níveis, a nanotecnologia, o laser, a
engenharia da computação, e muito mais. Além do mais temos inúmeros cientistas teóricos, tanto das ciências
naturais quanto das ciências humanas ensinando nos melhores centros de pesquisa
do mundo e/ou aqui no Brasil.
Apesar de tudo isso, infelizmente, nossa formação básica ainda parece
refletir um país sem grande vocação científica. Espero que este erro seja
corrigido com a ajuda do crescimento da pesquisa em história das ciências no
Brasil e com a atualização do currículo da educação básica. Não devemos esperar
que espetáculos midiáticos e premiações nobelescas venham legitimar a vocação e
competência que este país tem para acreditar em qualquer empreendimento
intelectual e criativo de ponta.
*Frederik Santos é Físico pela UFBA
(Universidade Federal da Bahia). Em 2011
ganhou a 1ª colocação no Concurso de Redação sobre Ciência e Religião para
estudantes de pós-graduação na América Latina, premiação dada pelo Ian Ramsey
Centre for Scuence and Religion da Oxford University.
Mestrado em Filosofia Contemporânea.
É representante discente e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em
Ensino, História e Filosofia das Ciências pela UFBA. Tem experiência em ensino
de Física no nível médio e superior, com ênfase em Ensino, História e Filosofia
da Física, e na área de Educação Especial para Surdos.
Atua principalmente nos seguintes temas: História e
Filosofia da Mecânica-
Quântica, mais especificamente relacionada ao Problema da Medição em
Mecânica Quântica e ao Teorema de Bell. Epistemologia da
Crença e
Pragmatismo relacionados ao Ensino de Ciências. Adaptação do Currículo
de Física para Surdos.
Brasília - Os países do Mercosul decidiram suspender o Paraguai do
bloco, mas sem a aplicação de sanções econômicas, disse hoje (28) o
ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O ministro declarou
ainda que o prazo de suspensão será definido pelos presidentes dos
países do Mercosul na reunião marcada para amanhã, na cidade argentina
de Mendoza.
Diplomatas envolvidos nas discussões sobre o Paraguai disseram que
existe a possibilidade de que o Paraguai seja suspenso até as próximas
eleições presidenciais, que devem ocorrer em abril do ano que vem. Na
prática, o Paraguai não participaria também da próxima reunião do
Mercosul que será em dezembro no Brasil, país que assume amanhã a
presidência temporária do bloco, atualmente com a Argentina.
"O entendimento é com base no Protocolo de Ushuaia. No Artigo 5º
existe uma primeira frase que fala na suspensão das participações nas
reuniões e uma segunda que fale de direitos e obrigações. A decisão foi
de nos mantermos na primeira frase, da suspensão", disse Patriota.
As declarações do ministro foram dadas durante um intervalo da
reunião do Mercosul que contou com a participação dos ministros das
Relações Exteriores do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Venezuela.
O Paraguai já havia sido excluído desse encontro, como havia sido anunciado logo após os questionamentos do bloco sobre o impeachment relâmpago do presidente Fernando Lugo.
"Lamentamos muito essa situação [de suspensão do Paraguai]. Tivemos
11 chanceleres [da Unasul] no Paraguai e destacamos que havia dúvidas
sobre o processo [de destituição], com a falta de defesa do presidente
Lugo. Isso levou a uma constatação de que não existe uma plena vigência
democrática [no Paraguai]".
Segundo Patriota, os ministros do Mercosul entendem que o Paraguai
não respeitou o chamado Protocolo de Ushuaia, assinado na década de
1990, pelos quatro países do bloco, incluindo o Paraguai, além do Chile
e da Bolívia.
"O protocolo preconiza que a plena vigência democrática é uma
condição essencial para o processo de integração. Então foi nesse
sentido que se tomou a decisão de domingo passado [suspensão do
Paraguai da reunião do Mercosul] e que se deverá se tomar a decisão
amanhã [sobre o prazo de suspensão do país]", disse.
Patriota declarou ainda que, além da questão do Paraguai, os países
do Mercosul deverão tratar da intensificação das relações com a China.
Os presidentes devem aprovar declarações para fazer acordos com o país
asiático.
Segundo o ministro, a questão sobre a maior aproximação com a China
foi discutida entre autoridades das pastas de Relações Exteriores do
Mercosul, da Bolívia, do Chile, além da Guiana, do Suriname e México.
Na última segunda-feira (25), o primeiro-ministro da China, Wen
Jiabao, participou de reunião – por teleconferência de Buenos Aires e
ao lado da presidenta Cristina Kirchner, da Argentina – com a
presidenta Dilma Rousseff e o presidente José Mujica, do Uruguai.
"Há interesse em se retomar diálogo mais frequente e uma cooperação mais intensa [com a China]", disse Patriota.
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