domingo, 5 de fevereiro de 2012

Entrevista exclusiva com Hilton Coelho


Sentinela - Antonio Nelson


Servidor Público Federal há mais de dezoito anos, Hilton Coelho já disputou as eleições para governador, prefeito e deputado estadual pelo PSOL-BA (Partido Socialismo e Liberdade).

Copa do Mundo 2014 - superfaturamento da Arena Fonte Nova -, Mobilidade Urbana na cidade do Salvador; privatizações do Patrimônio Público, e o coronelismo político na Bahia são assuntos em destaque. Confira o áudio do primeiro bloco!

Antonio Nelson - Você estudou na escola pública?



A.N - Você têm graduação em História?



A.N - Quais são as forças políticas que imperam na Bahia?



A.N - O que lhe inquieta na política baiana?



A.N - Quais interesses estão em jogo?



A.N - Você acredita que a população será beneficiada com a Copa do Mundo 2014, ou apenas uma minoria?




Napalm:


O jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Francisco José Castilhos Karam, falou com exclusividade sobre a Ética Jornalística Brasileira. Click na reflexão e leia na íntegra:

A. N - No último seminário da Petrobrás, o qual contou com sua participação, cujo tema foi “A Ética nas Organizações Empresariais”, o senhor mencionou que as empresas agem pior do que Stálin e Hitler. Poderia explicar melhor essa afirmativa?

De Galho em Galho Mamelungos de Recife celebram Carnaval em Casa Amarela


“Percebemos nos shows que mais pessoas cantam nossas músicas. E isto talvez seja resultado do nosso ideal, que é dar as músicas para o mundo. Disponibilizamos o disco para download com o intuito de também alcançar esse objetivo”.

Peu Lima – Baterista, compositor, arranjador e cantor – Mamelungos de Recife.
Sentinela - Antonio Nelson

A
banda pernambucana Mamelungos de Recife realizará show no Polo Casa Amarela, Carnaval Multicultural do Recife, às 21h, terça-feria (21/02) ao som da fusão de ritmos
nordestinos e brasileiros como MPB, Rock, Pop, Bossa Nova... Confira a música de Galho em Galho no ciberespaço e agende-se!

Salvador: Moradores de Nova Brasília sentem falta das Tropas do Exército



Sentinela - Antonio Nelson


São 17h10min de sábado (4) em Salvador! Horário de verão. Estou no ônibus Sete de Abril - Jardim Esperança – Nova Brasília – Barra, 5692, com destino ao bairro Pau da Lima. Sob um sol escaldante, estou no bairro “nobre” da Barra, na Rua Miguel Bournier, próximo do Cristo e do Farol da Barra – Patrimônio Histórico da Humanidade -, cartões postais localizados na orla.

Após passar a borboleta, conheço a doméstica Renilda Moureira, 43 anos, moradora do bairro Sete de Abril, na periferia da capital baina. Renilda têm nove anos de profissão. Trabalha num apartamento de família na Barra, mas largou mais cedo por causa da insegurança instalada na cidade depois da greve dos policiais da Bahia. São duras horas e meia de trajeto, em média, da Barra até Sete de Abril, mas quando o trânsito está calmo. “Vejo muita polícia aqui na Barra depois da greve da PM, mas até agora não vi um soldado do Exército no meu bairro. Também não acredito na televisão. Nem tudo é verdade sobre o assunto. O povo não é burro”, declarou Renilda.

Já os trabalhadores da construção civil, Ivan Silva e Alan Veloso, ambos com 31 anos, largaram no horário normal. De acordo com eles, a ausência das Tropas é facilmente visível. Ivan e Alan moram no mesmo bairro de Renilda, e foram contratados pra trabalhar na construtora OAS, para a obra de um grande Hotel, no extinto Clube Espanhol, na praia. “Só vemos policiamento ostensivo nos bairros nobres como Barra, Campo Grande, e lugares de grande comércio. No Campo Grande você vê soldados do Exército na praça”, afirmou Alan, que é casado e reside com a mãe de 65 anos em Sete de Abril.

Para Ivan, os programas popularescos de TV que exploram a violência e distorcem os fatos não conseguem enganá-lo. “Esse apresentadores pensam que somos idiotas? Sabemos o jogo de interesses dos jornais e da TV. Basta saber a história deles. Estão comprometidos com o dinheiro e a divulgação da mentira. Algumas coisas são verdades”, enfatizou Ivan. Por causa do Carnaval, vamos entrar de “férias” (risos), de 16 a 27 de fevereiro, asseveraram juntos...Alguns segundos para término da trajetória, meus olhos não deixaram imperceptíveis a ausência das Tropas na localidade. É Carnaval!

Herzog e a ditabranda da Folha

Por Altamiro Borges

Numa impactante reportagem na Folha deste domingo, o repórter Lucas Ferraz entrevista o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor da famosa foto do “suicídio” do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-Codi, em outubro de 1975. Ele hoje mora em Los Angeles (EUA) e confessou que a foto foi mais uma das farsas da cruel ditadura militar que vitimou o Brasil de 1964 a 1985.

Pela primeira vez, o fotógrafo deu detalhes desta ação criminosa. Vale conferir alguns trechos da longa reportagem de capa: Na íntegra: Altamiro Borges

Psiquiatria Esquizoanalista

Eu sou o lado esquerdo-direito do cérebro / O que não possui lados / Eu sou o caminho que leva a verdade / O encontro do Homem com a Natureza / Eu sou a destruição da ilusão naturante do ego / A percepção holográfica artificial da Natureza / O anjo da morte que trás a vida eterna / Eu sou a imortalidade da alma / Eu sou o Nirvana / Eu sou tudo o que Deus quer que eu seja. Ciclotron Irajá. (Olinda/Pernambuco)


sábado, 4 de fevereiro de 2012

João e o "metrôzinho" da alegria


TELEANÁLISE



Sentinela - Malu Fontes*



A pouquíssimos dias do Carnaval e com a cidade em plena alta temporada turística de verão, com múltiplas festas e ensaios a cada esquina, paradoxalmente Salvador poucas vezes esteve tão feia, mal cuidada e pouco receptiva para os milhares de turistas que recebe. A infra-estrutura da orla, antes acusada de estar mais para uma estética favelizada, desandou de vez após a derrubada de todas as estruturas que ofereciam algum serviço aos banhistas nas praias sem que absolutamente nada tenha sido colocado no lugar.

As emissoras locais de televisão não cansam de mostrar, a cada matéria que veiculam sobre as praias em Salvador, os níveis de improviso que hoje imperam na orla. Se as velhas barracas de praia eram acusadas de serem feias, sujas e poluentes, agora a coisa está tão medonha quanto. Ou pior. O que se vê, para além de mesas de plástico encardidas, sombreiros puídos e lanches preparados e servidos em circunstâncias que fazem o diabo revolver as vísceras, são toneladas de lixo espalhadas por todas as praias de Salvador, enfeiando até mesmo um dos principais cartões postais da cidade, a praia do Porto da Barra, onde até um riacho de esgoto recentemente fez companhia ao lixo na areia. Sem falar no lixo jogado ao mar que se acumula no fundo da água.

UM CONSULADO - Simultaneamente à feiúra vista na cidade, seja a olho nu ou através das matérias que diariamente a imprensa impressa e televisiva veicula, um fenômeno político chama atenção: a decadência da gestão do prefeito João Henrique Carneiro, um saltador de partidos políticos que em seu segundo mandato resolveu abrir mão oficiosamente do cargo e se transformar em um dublê de muito mau gosto.

O dar de ombros do prefeito é tamanho que há muito deixou de dar entrevistas sobre os problemas da cidade e quando aparece é com factóides que merecem mais ovos que os atirados contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, quando da ida à missa pelo aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo. Recentemente o prefeito faz-de-conta resolveu fazer um barulhinho na imprensa com uma iniciativa risível se ele não fosse tão desprovido de graça: escreveu uma carta a Hillary Clinton, secretária de estado dos Estados Unidos no Governo Barack Obama pedindo nada menos que um consulado dos Estados Unidos em Salvador. Se isso não é factóide, o que seria? Enquanto isso, os serviços públicos mais básicos, como assistência à saúde, limpeza urbana, transportes e educação parecem estar sob colapso e o prefeito finge não ter nada a ver com isso. Quando a imprensa questiona o caos, o prefeito escala seus subalternos doublês para dizer asneiras solenemente.

A desaparição do prefeito das questões graves e feias que a cidade enfrente é tão absoluta que ele sequer se deu à obrigação de cumprir um dos compromissos mais formais do mandato: abrir os trabalhos da Câmara de Vereadores para 2012 na última quarta-feira. Uma Câmara, aliás, composta de tantos ausentes quanto o próprio prefeito. Uma vereadora que atende pelo nome fofo de ‘Tia' Eron, apontada como a mais ausente da legislatura, preferiu, no dia da reabertura, tomar um cafezinho esperto na sala destinada a esse fim, quem sabe para testar o poder de ressurreição física da cafeína para o trabalho.

Outra vereadora famosa, Léo Kret, esteve ausente, mas por um motivo que seu eleitorado deve considerar razoável: está confinada num trio elétrico onde se encena o primeiro reality show genuinamente baiano. Para quem não viu o Trio Reality, na TV Aratu/SBT, recomendam-se nervos estéticos fortes. Especula-se, inclusive, que a equipe de produção do programa tem de trabalhar mais que dobrado, pois se 10% do que a vereadora do sexo masculino diz no reality for ao ar, o mandato da moça-moço vai para as cucuias por falta de decoro. E vale lembrar que, para perder um mandato de vereança em Salvador por falta de decoro, a indecorosidade deve ser do arco da velha. Diz-se também que para além e aquém de Léo Kret, as estripulias sexuais cometidas (e jamais mostradas, por conta do horário) pelo povo do Trio Reality fazem a casa do BBB parecer o Castelo Ratimbum.

GATALHO - Quanto ao prefeito e sua indisfarçável decisão de cruzar braços e pernas quanto aos problemas da cidade muito antes do fim do seu mandato, sua última aparição digna de registro se deu em um vídeo singelo que há uma semana circula nas redes sociais, mostrando-o animadérrimo com a mulher recém-conquistada, Mrs. Paraíso, formando um trenzinho, ou melhor, um metrozinho da alegria (para não perder a piada com o inacabável metrô de Salvador) para lá de constrangedor ao som de uma trilha sonora que, para a população, tem tudo a ver com os personagens envolvidos na dancinha: ao som de um dos hits de Cláudia Leite cujo versinho singelo entoa “safado, cachorro, sem-vergonha”, o prefeito e a consorte Paraíso encenavam um animado trenzinho bailante no Festival de Verão na semana passada. Sim, prefeito, a imagem é uma preciosidade, sobretudo levando em conta seu novo figurino, composto por camisas justérrimas, algo meio slim, no melhor do melhor da linha ‘gatalho’.

Enquanto isso, a TV exibe e repete trocentas vezes por dia campanhas publicitárias institucionais da Prefeitura de Salvador, com um refrão cínico dando conta de que, durante a gestão atual, essa mesma, a de João versão Paraíso no trenzinho, dá para ver o que mudou na cidade. Para melhor, claro. Um chefe de Executivo municipal que leva a terceira capital do país para a decadência que Carneiro levou deveria ser proibido por lei de mentir publicitariamente em anúncios dando conta das qualidades de sua gestão. Que mudança, cara pálida? Que as coisas mudaram, mudaram, mas para pior. Recomenda-se ao prefeito um luau com a nova primeira dama no Terminal Marítimo de Plataforma, onde há uma semana uma equipe da TV Bahia foi surpreendida com um roubo. Enquanto jornalistas da emissora gravavam uma matéria sobre a insegurança, a decadência e a completa falta de estrutura do lugar, o motoboy que leva a fita para a emissora com o material gravado teve o capacete roubado. Dá pra ver que mudou, né? Se isso é estar na melhor, pô, o que é estar na pior, né Salvador?


*Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. maluzes@gmail.com


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A mídia e a greve dos policias na Bahia


Do facebook Sentinela - André Luis Rodrigues



Acho muito simplista essa opinião "policiais marginais" e "grupo radical". De fato não se pode compactuar com medidas violentas tomadas pelos grevistas, sob pena de não se diferenciarem de bandidos. Entretanto pensem na violência que é sair para "combater o crime" com colete que não para bala, arma que engasga, viatura sem combustível, salário de R$ 700,00 e ainda ter que baixar a cabeça e dizer amém a essa política de desvalorização dos policias. Por que essa política praticada pelos governantes não é noticiada e nem considerada violenta? É bonito obedecer à ordem que oprime, não é? Mas é feio levantar a voz contra isso! Na ditadura foi assim! E quem assumia uma posição "moderada" compactuava com a violência praticada pelo Estado dizendo "olha quantos vândalos foram presos"!
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