quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Opportunity se defende da "privataria"


Saiu no Nassif

Por wilson yoshio.blogspot

Do Congresso Em Foco

Opportunity se manifesta sobre “privataria tucana”

Em nota, assessoria do grupo de Daniel Dantas rebate as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr.

por Rudolfo Lago | 20/12/2011 16:11

Nota do Opportunity, de Daniel Dantas, rebate denúncias do livro "A Privataria Tucana" - Antonio Cruz/ABr

Em nota enviada ao Congresso em Foco, a assessoria do grupo Opportunity, que pertence ao empresário Daniel Dantas, se manifestou sobre o conteúdo da entrevista exclusiva que este site fez com o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor de A privataria tucana. O livro de Amaury reúne documentos – a maioria recolhidos pela CPI do Banestado – que tratam do processo de privatização de empresas estatais ocorrido no governo Fernando Henrique Cardoso e de operações em paraísos fiscais que Amaury relaciona a esse processo.

Na nota, o Opportunity nega que tenha sido beneficiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no leilão da Telebrás. De acordo com o grupo, essa denúncia resulta de “diálogos incompletos pinçados das fitas do BNDES”, numa referência ao caso das conversas gravadas em 1998 de pessoas ligadas ao banco e ao processo de privatização, que ficou conhecido como escândalo dos grampos do BNDES. O Opportunity acrescenta que a carta de fiança obtida pelo banco às vésperas da privatização não foi fundamental para a participação no leilão de privatização. “Além do Banco do Brasil, o Opportunity tinha cartas de fiança do Citibank, do Unibanco e do Banco Francês Brasileiro, mais que suficientes para pagar as aquisições que pretendia fazer. Ou seja, o Opportunity não precisava da carta de fiança do Banco do Brasil”, afirma a nota.

O texto menciona também a sociedade entre a irmã de Daniel Dantas, Verônica Dantas Rodenburg, e a filha de José Serra, Verônica Serra. Segundo a nota, Verônica Dantas foi indicada para ser conselheira da empresa JVN Decidir, não sócia.

Leia a íntegra da nota do Opportunity


Dicas sobre Dantas para o livro do Amaury, 20a. edição


Do site Conversa Afiada - PHA

Lá no Sindicato dos Bancarios, o Amaury meteu o dedo noutra ferida: a CPI vai entrar na participação do PiG na Privataria.

Não é isso ?

Aí vai:

Dica 1 – Por que a mídia está ignorando a Privataria? Porque ela participou do jogo, ativamente. Hoje, poucas pessoas têm essa lembrança, mas vale destacar alguns dados:

* Grupo Globo – Disputou a privatização da Telesp fixa, Telerj/Telesc Celular e Telesp Celular (perdeu para a Telefônica) e venceu o leilão das celulares Tele Celular Sul (Paraná e Santa Catarina) e Tele Nordeste Celular (CE, RN, PB, PE, PI e AL). O consórcio vencedor tinha o grupo Vicunha, Bradesco e Telecom Italia. Vendeu suas participações para a Telecom Italia. Hoje as operações são da TIM. Foi sócia da Telecom Italia no Globo.com e depois vendeu o controle da Net Serviços para a Embratel, depois de negociar com praticamente todas as empresas de telecomunicações atuantes no Brasil.

* Grupo RBS – Disputou a privatização ao lado da Telefônica e foi vencedor da disputa pelo consórcio que levou a operação da Telesp fixa. Depois acabou saindo porque se sentiu enganada pela tele espanhola, já que o projeto original era levar a Tele Centro Sul (que depois mudou de nome para Brasil telecom e hoje é parte da Oi). Antes de disputar a privatização em 1998, a RBS já havia sido sócia da Telefônica na CRT, a empresa de telecomunicações do Rio Grande do Sul que foi privatizada alguns anos antes. Além disso, a RBS vendeu o Terra para a Telefônica.

* Grupo OESP – Participou do consórcio que levou a operadora de celular competitiva na cidade de São Paulo (banda B) ao lado de empresas como a Bell South e Banco Safra. Posteriormente, não aguentou os investimentos e acabou vendendo sua participação.

* Grupo Folha – Não disputou o leilão da Telebrás. Mas chegou a negociar com alguns investidores a sua entrada no mercado de TV a cabo. Alguns anos após a privatização, tornou-se sócia da Portugal Telecom (acionista da Telesp Celular, hoje Vivo) no portal UOL.

* Band – Entrou no mercado de TV a cabo em 1998 e foi sócia da Telemar e do Opportunity no portal iG.

* Abril – Não disputou a privatização, mas vendeu por cerca de R$ 1 bilhão a operação de TV por assinatura TVA para a Telefônica em 2006. Antes disso, foi sócia da Folha no UOL até a entrada da Portugal telecom, quando as relações azedaram.


* SBT – Entrou no mercado de TV a cabo ao lado da Band e Diários Associados.

* Diários Associados – Entrou no mercado de TV a cabo ao lado de Band e SBT.

Dica 2 – Opportunity Silicon Valley LLC e as ligações Daniel Dantas/Verônica Serra. Pouca gente sabe, mas nos idos tempos da bolha de Internet de 2000, Daniel Dantas e seu Opportunity tentaram ser o Facebook da época. Investiram em várias start-ups e “agrupavam” estes investimentos em uma picaretagem chamada “Opportunity Silicomn Valley LLC”, que nada mais era do que uma empresa destinada a atrair investidores para essas empresinhas. Entre elas estavam a Decidir.com, da Verônica Serra, o iG, Radix, NO. e outras desimportantes. Quem tiver curiosidade, é só buscar no supre-mencionado web.archives.org o site www.opportunitysv.com em que tudo isso está registrado, já que o site não existe mais. O link direto é:

http://web.archive.org/web/20010410175102/http://www.opportunitysv.com/index.html

Assinado,

Stanley Burburinho II, o implacável. Confira na íntegra: Conversa Afiada.
Link

Assembleia está distribuindo milhões a ex-deputados em auxílio moradia retroativo


Saiu no Acerto de Contas

Em ato secreto


Por Pierre Lucena

A Assembleia Legislativa de Pernambuco decidiu, em ato secreto da Mesa Diretora, pagar auxílio-moradia a diversos deputados e ex-deputados, inclusive que moram em Recife. E a lista está repleta de atuais figurões da política pernambucana.

O valor pode chegar a mais de R$ 1 milhão por deputado (ou ex-deputado).

O ato de pagar auxílio-moradia a deputados residentes em Recife já poderia ser considerado um escárnio, mas o fato toma ares de escândalo quando entenderem a escabrosa história que irei relatar. Na íntegra:

Acerto de Contas.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Por Milene Maia - Sanbone Pagode Orquestra

"A edução é a solução para o povo perceber o quanto o Brasil é rico culturalmente".

Maestro Hugo Sanbone

Os melhores momentos da Sabone Pagode Orquestra no XVII Festival de Música Instrumental da Bahia, de 16 a 18 de dezembro, no Teatro Vila Velha - Passeio Público.



Milene Maia está no corpo discente de Cinema e Audiovisual na UFBA (Universidade Federal da Bahia).

A ficção de Merval Pereira e seu ghost writer


Saiu no Nassif

Em italico sublinhado, minhas observações

Política

A ficção do Amaury

Merval Pereira, O Globo

O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro.

Disseminou-se a idéia de que a chamada “imprensa tradicional” não deu destaque ao livro, ao contrário do mundo da internet, para proteger o ex-candidato tucano à presidência José Serra, que é o centro das denúncias.

Estariam os “jornalões” usando dois pesos e duas medidas em relação a Amaury Jr, pois enquanto acatam denúncias de bandidos contra o governo petista, alegam que ele está sendo processado e, portanto, não teria credibilidade?

É justamente o contrário. A chamada “grande imprensa”, por ter mais responsabilidade que os blogueiros ditos independentes, mas que, na maioria, são sustentados pela verba oficial e fazem propaganda política, demorou mais a entrar no assunto, ou simplesmente não entrará, por que precisava analisar com tranqüilidade o livro para verificar se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações, e se tem provas.

Como assim? Qual a responsabilidade na denúncia de que foram entregues centenas de milhares de dólares em um envelope no Palácio do Planalto? E a do "consultor" Ruben Quícoli, que dizia que com propina seria possível levantar R$ 10 bi no BNDES para uma fabriqueta? E a denúncia de que Dilma encomendaria dossiês para o Ministério da Justiça, ou a ficha falsa de Dilma? Merval deveria ter mais responsabilidade ao escrever, ainda mais criando para si esse papel de jornalista sério em veículo sério. Não é do estilo do Merval essas manifestações de indignação. Corto um dedo se o ghost writer dessa tertúlia não é o próprio Serra.

Outros livros, como "O Chefe", de Ivo Patarra, com acusações gravíssimas contra o governo de Lula, também não tiveram repercussão na "grande imprensa" e, por motivos óbvios, foram ignorados pela blogosfera chapa-branca.

Desde que Pedro Collor denunciou as falcatruas de seu irmão presidente, há um padrão no comportamento da “grande imprensa”: as denúncias dos que participaram das falcatruas, sejam elas quais forem, têm a credibilidade do relato por dentro do crime. Confira na íntegra:

Luís Nassif

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Celebração

Por Ruy Espinheira Filho

Se não vieste,

como celebrar a tua vinda?

A manhã é luminosa,
grande e belo será o dia
e certamente
grande e bela será também
a noite.

E não vieste.
Como sempre, não vieste.

Assim,
vou pôr rosas na mesa
e abrir o vinho,
para, mais uma vez, celebrar a tua
permanência.


Ruy Epinheira Filho enviou com exclusividade o poema: Celebração, do novo livro: Viagem & outros Poemas, para o Sentinelas da Liberdade.

Confira também:
O desabafo de Ruy Espinheira na Bienal do Livro da Bahia

A "ética" da avestruz e a esperteza da cascavel



Acabei de ler o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana”. E li também o artigo do articulista de O Globo, Merval Pereira, que entendeu a publicação como “ficção”. Ficção? Como assim? Não há nada na obra que remeta a esta situação. O livro é um condensado de fatos que não causa supresa para quem tem acompanhado com olhar crivo o desenrolar da vida política do País nos últimos 25 anos. O processo de privatizações da era FHC foi marcado por muita corrupção e bandidagem, como o autor demonstra cabalmente. Fato. O que Pereira faz, mal e porcamente num texto sofrível e teleguiado, é tentar encantar incauto.

A estratégia de negar com profundo silêncio um rigoroso e exaustivo processo de apuração jornalística, e amplamente documentada, denuncia algo. E perigoso. Em recente comentário veiculado nas redes sociais, o jornalista Bob Fernandes declarou: “O silêncio da grande mídia em relação ao livro de Amaury Ribeiro pode ser revelador”. Sim, revela-nos muitas inquietações, e a mais preemente ancora-se num argumento-tese, e básico: parte significativa da grande mídia no Brasil está organicamente partidarizada. E se não fosse a Internet possivelmente milhões de pessoas não teriam acesso às informações contidas na apuração de Amaury Ribeiro. Na íntegra: www.textosaovento.blogspot.com
Os artigos assinados não representam necessáriamente a opinião do Sentinelas da Liberdade. São da inteira responsabilidade dos signatários. Sentinelas da Liberdade é uma tribuna livre, acessível a todos os interessados.