segunda-feira, 23 de novembro de 2009


Teleanálise
Sentinela - Malu Fontes*

Esperta que só ela, Ana Maria Braga resolveu inaugurar seus dentões novos num período em que os olhos da mídia inteira estavam voltados ora para a fumaça ainda em torno do vestido da aluna da Uniban, ora para a politização, a arrogância e as trapalhadas das autoridades em torno do blecaute que deixou metade do país no escuro. Inspirada, não se sabe, se nos mordedores estreados um dia desses pelo ator Stênio Garcia, ou, quem sabe, acompanhando o que pode ser uma tendência dentária eqüina, pela proporção da verticalidade dos dentes, o fato é que o rosto da apresentadora ficou estranhíssimo.

sábado, 21 de novembro de 2009

Pinceladas de emoções


Por Alexandre Gondim*

O artista plástico Octaviano Moniz, 45 anos, também conhecido como Tatau, é um expoente da arte contemporânea na Bahia. Há cerca de vinte anos teve sua fase mais fervorosa de produção artística. Define sua arte como abstrata expressionista e atualmente flerta com os meios de produção digitais. Leia na íntegra: www.sentinelasdaliberdade.com.br

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os convidados para a festa dos 200 anos da Imprensa na Bahia

Sentinela - Luis Guilherme Pontes Tavares*

Criei a expectativa em quatro pesquisadores europeus de que eles serão convidados para falar em Salvador durante as comemorações do bicentenário da imprensa na Bahia. A data maior – 14 de maio – cairá num sábado, quiçá ensolarado e fresco. Nesse dia, em 1811, o empresário de origem portuguesa Manuel Antonio da Silva Serva estreou o seu Idade d'Ouro do Brazil, o primeiro jornal impresso na então província da Bahia. É, sem dúvida, o fato maior daqueles dias em que ele inaugurou a indústria gráfica privada no Brasil.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nós que amávamos tanto a Revolução

Teleanálise

Sentinela - Malu Fontes*

No ano e no período em que o mundo e suas emissoras de TV comemoram ininterruptamente com programas especiais os 40 anos do Festival de Woodstock e os 20 anos da queda do Muro de Berlim, a televisão brasileira foi forçada a abrir amplo espaço em sua grade, no telejornalismo e fora dele, para falar de uma reação medieval. Sim, em meio às duas festas ancoradas na idéia de liberdade e expressão dos direitos individuais, à troca de balas entre navios norte e sul-coreanos, às imagens da marcha de Jesus no Rio com Madona e ao apagão causado em 18 estados, nas capitais mais ricas do país e no Paraguai pela primeira pane plena na Usina de Itaipu, o fato é que o vestido curto pink da estudante de turismo Geisy Arruda foi o tema mais abordado na TV e na imprensa brasileira nos últimos dias. L
eia na íntegra: www.sentinelasdaliberdade.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

Ricardo Primata está entre os 30 melhores guitarristas do Brasil


Sentinela - Vanessa Correia*


Publicado no site HMB (Heavy Metal Brasil) uma lista com os 30 melhores guitarristas do Brasil, entre eles: Andreas Kisser, Armandinho, Eduardo Ardanuy, Frank Solari, Gustavo Guerra, Juninho Afram, Kiko Loureiro, Mozart Melo, Ricardo Primata, Wander Taffo...

Ricardo Primata foi um dos nossos entrevistados no mês passado (16/10) no lançamento do CD autoral Espelho da Alma. Confira a entrevista do guitarrista abaixo:



*Vanessa Correia é da equipe do Sentinelas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ciência, Tecnologia e Sociedade

Uma histórica vocação reprimida (ou esquecida?) no povo brasileiro

Sentinela Frederik Santos*


Será que poderíamos selecionar os assuntos de maior interesse de uma sociedade através do espaço que seus meios de comunicação dão a determinados temas? Tal classificação refletiria o interesse social se tivéssemos veículos midiáticos realmente democráticos. Talvez a internet seja o espaço que mais se aproxime deste ideal, pois apesar de ser um espaço de controle, ainda não se tornou um espaço totalitário, e dificilmente um dia o será...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Caetano Veloso “endireita” língua-pátria

Por Dr. Marcos Luna*

Ainda nos meados do século XX, um filósofo declarara que o homem se definia de acordo às suas circunstâncias (Ortega-Gasset). Muito embora fosse ainda naquele período,redarguido que o mesmo homem teria direito às suas contradições pessoais (Sartre). Mormente nos dias de hoje, com a simultaneidade dos fatos socioculturais e a plêiade de reformas políticas nos países em construção, as manifestações de cidadãos comuns e de eventuais celebridades, não provocam assombro merecedor de censura ministerial pública ou de um vaticínio papal sacralizador dos bons costumes.

Nada obstante, cabem aqui alguns breves reparos ao poeta-cantor Caetano Veloso, quando vocifera sua verve preconceituosa contra o presidente Lula. Não cuido – e nem me cabe – de defender o político-estadista em sua performance no poder; outrossim, contextualizar o viés sociopolítico de uma artista em sua costumeira diatribe com “personas” e protagonistas da cena cotidiana brasileira, ou não.

“Minha pátria é minha língua...”, caberia ipis literis na retórica lulista, uma frase que aquele mesmo cantor reconstruíra numa de suas canções. Disse reconstruíra, posto que o cantor baiano – como de outras vezes – retomara em Fernando Pessoa aquela passagem literária. Não há qualquer pecado na falta de originalidade, afinal, quem há de negar o princípio “lavoisier” construtivo nas vidas humanas e na natureza? O político Lula, por sua vez, carece de ineditismo na sua prosopopéia e eloquência popularesca, inspirada no dialeto das ruas e nas discordâncias verbais do “populacho”, compatibilizado com as suas origens.

O acadêmico em semiologia sabe que um líder-nato de uma nação, um jogador de futebol, um cantor estrela, detêm o seu carisma, o talento congênito para a linguagem gestual, na sua verbalidade, na coerência de suas atitudes e na vivência em sua comunidade. Não me deixo convencer pelo argumento que justificaria a verborragia deselegante do poeta, doutro modo, bem ao talante da elite branca paulistana separatista, mas que se coadunaria com a busca de uma notoriedade perante uma improvável reação do presidente Lula um homem-ignorante, segundo o Caetano. “Fala como sábio a um ignorante, e este te dirá que tens pouco bom senso” (Eurípides).

Atribuo ao Caetano Veloso uma postura política conservadora e crítico de costume sociais, onde a clareza do seu lado político se perde no eclipse de suas belas melodias... que o consumismo capitalista (re) coloca sempre numa perspectiva de efemeridade. O homem-político por sua vez é portador de uma complexidade existencial, ademais quando ele advém de extratos sociais baseados em carências – de todos os moldes – históricos num país ainda marcado pela absurda concentração de riqueza e desigualdade de oportunidade para a maioria “dos filhos teus” – “... que fala errado, é grosseiro como o Lula...”- como declamou Caetano ao jornal o Estado de São Paulo.

Há lugar para todos e para tudo neste país, que nestes tempos pós-crise financeira, começa a superar o complexo de inferioridade perante os hegemônicos ocidentais. Então me permita resgatar o escritor Nelson Rodrigues: “... o brasileiro, sua elite em particular, tem o complexo de vira-lata: o que é bom e melhor vem de fora do país. “Falemos como os anglo-saxônicos e franceses e admiremos as suas pátrias!” Em tempo, o que tem acontecido com os bolsistas especialistas e doutorandos brasileiros quando tem que falar a língua dos “homens brancos de olhos azuis no exterior”? Aprendem que a sua pátria esta presente na sua capacidade de se comunicar com inteireza e autenticidade. Esta postura digna somente se alcança quando você conserva as raízes da sua cultura.

Não poderia concluir este breve comentário sem recomendar ao aludido poeta, a releitura de Patativa do Assaré. Este também um nordestino, pobre, ignorante e autodidata. Formalmente um brasileiro semi-analfabeto e inculto, pois não cursou o nível superior de Educação. Um poeta popular cearense com a fala e a escrita claudicante no português-língua-pátria. Um típico sertanejo, homem do povo brasileiro, um poeta de reconhecimento mundial.

*Marcos Luna é médico pós-graduado na Harvard University e pela UFBA. Luna é colaborador do Sentinelas da Liberdade doutor.luna@gmail.com

Os artigos assinados não representam necessáriamente a opinião do Sentinelas da Liberdade. São da inteira responsabilidade dos signatários. Sentinelas da Liberdade é uma tribuna livre, acessível a todos os interessados.