sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Amarelo de fome, Verde de medo
Sentinela – Luiz Eladio Humbert*
luiz.humbert.lalado@gmail.com
Hoje morreu um homem
na Praça da República
aposentado
nome
idade
endereço ignorado
tudo anotado
no formulário
da polícia.
cobriram o corpo
com jornal
hoje morreu um homem
na Praça da República
como morreria a pátria soberana
se fosse viva
e fosse povo
ou se não fosse
fantasia.
Do livro: AMARELO DE FOME, VERDE DE MEDO – 500 E TANTOS ANOS DE COLÔNIA
Autor: Luiz Humbert (lalado) é poeta e letrista do GRAMPO: www.gramporock.blogspot.com
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A crise do consumo
Sentinela - Antonio Freire*
professorfreire2008@gmail.com
Escrevi para os Sentinelas um texto sobre a crise de consumo, acho que surtiu efeito, pois estamos ouvindo menos falar da tal da crise, afinal, o que tem vendido de carros é brincadeira, e ainda fiquei sabendo que nunca após as inaugurações de lojas das Casas Bahia se vendeu tanto quanto em Salvador.Mas porque será que empresas que apresentam um atendimento tão ruim (não é o caso da loja citada), continuam no mercado, fazendo propagandas de baixa qualidade, achando que ainda vivemos no tempo das feiras livres, nas quais os donos das "bancas" tinham que ganhar os clientes no grito? Será que nós, consumidores merecemos tanta "porcaria" em nossos intervalos comerciais?Desta vez eu quero chamar a atenção dos consumidores (não me incluo nesta lista, pois se eu for mal atendido eu não compro), desta classe de "gastadores" que mesmo sendo mal atendidos, mesmo assistindo comerciais ridículos, de baixa qualidade, de baixo nível e de péssimo gosto, ainda continuam comprando.
Quando vamos aprender a exigir que nosso dinheiro seja valorizado, quando vamos aprender a reclamar com os pés, e simplesmente sair das lojas sem comprar. Temos uma empresa de treinamento de vendas, e faço mais trabalhos para fora de Salvador do que aqui, isso por uma simples razão: Os consumidores são pacíficos, apáticos, acomodados, alegam rodar o dia todo para economizar umas moedinhas e se esquecem de valorizar o tempo, de valorizar a sua condição de pessoa humana e não se incomoda de ser mal atendido.
Consumidor tem que se respeitar e tem que se dar o respeito, pois é quem compra e quem paga, é quem paga o salário do empresário, do gerente e do vendedor. Quando vamos aprender a exigir um bom atendimento? A crise do consumo, aí não posso pensar de outra forma, existe porque estamos comprando mais que deveríamos, os empresários estão mal acostumados a nos atenderem mal e deixarmos barato.Consumidor tem que reclamar mais com os pés e menos com a boca, e estas são as duas formas que temos de reclamar, vamos reclamar menos com a boca, que termina por estressar quem está próximo e não adianta nada. Vejo muito um cliente reclamar, xingar, espernear, e compra, caramba, não entendo isso. Vamos reclamar com os pés, sair da loja sem comprar, até que aprendam a respeitar nosso direito de ser bem atendido. Certa feita fiz as compras da quinzena em um supermercado destes, e na hora de pagar o caixa me fez duas grosserias, uma porque pedi um empacotador e ela simplesmente torceu a boca, a outra quando disse que só passaria o cartão quando as compras estivessem embaladas, ela disse que tinha mais clientes para atender, ou seja, eu já paguei, eu me "lenhe", resultado, deixei todas as compras lá no caixa e fui embora.
Perdi tempo, mas lavei minha alma. Não vamos parar de ver comerciais, deveríamos também, para ver se as agências de propaganda aprendem a fazer comerciais de melhor qualidade, mas esse é outro assunto.a crise existe, mas deveria ser de verdade, deveria ser nossa mesmo, a crise da consciência, a nossa consciência do grau de importância que temos no sustento estas empresas que não nos respeitam.Vamos parar de comprar onde somos mal atendidos.
*Antonio Freire da Silva Neto – Bacharel em Marketing, epecialista em gestão empresarial, educação superior e consultor de marketing.
professorfreire2008@gmail.com
Escrevi para os Sentinelas um texto sobre a crise de consumo, acho que surtiu efeito, pois estamos ouvindo menos falar da tal da crise, afinal, o que tem vendido de carros é brincadeira, e ainda fiquei sabendo que nunca após as inaugurações de lojas das Casas Bahia se vendeu tanto quanto em Salvador.Mas porque será que empresas que apresentam um atendimento tão ruim (não é o caso da loja citada), continuam no mercado, fazendo propagandas de baixa qualidade, achando que ainda vivemos no tempo das feiras livres, nas quais os donos das "bancas" tinham que ganhar os clientes no grito? Será que nós, consumidores merecemos tanta "porcaria" em nossos intervalos comerciais?Desta vez eu quero chamar a atenção dos consumidores (não me incluo nesta lista, pois se eu for mal atendido eu não compro), desta classe de "gastadores" que mesmo sendo mal atendidos, mesmo assistindo comerciais ridículos, de baixa qualidade, de baixo nível e de péssimo gosto, ainda continuam comprando.
Quando vamos aprender a exigir que nosso dinheiro seja valorizado, quando vamos aprender a reclamar com os pés, e simplesmente sair das lojas sem comprar. Temos uma empresa de treinamento de vendas, e faço mais trabalhos para fora de Salvador do que aqui, isso por uma simples razão: Os consumidores são pacíficos, apáticos, acomodados, alegam rodar o dia todo para economizar umas moedinhas e se esquecem de valorizar o tempo, de valorizar a sua condição de pessoa humana e não se incomoda de ser mal atendido.
Consumidor tem que se respeitar e tem que se dar o respeito, pois é quem compra e quem paga, é quem paga o salário do empresário, do gerente e do vendedor. Quando vamos aprender a exigir um bom atendimento? A crise do consumo, aí não posso pensar de outra forma, existe porque estamos comprando mais que deveríamos, os empresários estão mal acostumados a nos atenderem mal e deixarmos barato.Consumidor tem que reclamar mais com os pés e menos com a boca, e estas são as duas formas que temos de reclamar, vamos reclamar menos com a boca, que termina por estressar quem está próximo e não adianta nada. Vejo muito um cliente reclamar, xingar, espernear, e compra, caramba, não entendo isso. Vamos reclamar com os pés, sair da loja sem comprar, até que aprendam a respeitar nosso direito de ser bem atendido. Certa feita fiz as compras da quinzena em um supermercado destes, e na hora de pagar o caixa me fez duas grosserias, uma porque pedi um empacotador e ela simplesmente torceu a boca, a outra quando disse que só passaria o cartão quando as compras estivessem embaladas, ela disse que tinha mais clientes para atender, ou seja, eu já paguei, eu me "lenhe", resultado, deixei todas as compras lá no caixa e fui embora.
Perdi tempo, mas lavei minha alma. Não vamos parar de ver comerciais, deveríamos também, para ver se as agências de propaganda aprendem a fazer comerciais de melhor qualidade, mas esse é outro assunto.a crise existe, mas deveria ser de verdade, deveria ser nossa mesmo, a crise da consciência, a nossa consciência do grau de importância que temos no sustento estas empresas que não nos respeitam.Vamos parar de comprar onde somos mal atendidos.
*Antonio Freire da Silva Neto – Bacharel em Marketing, epecialista em gestão empresarial, educação superior e consultor de marketing.
Amarelo de fome, Verde de medo
(Mateus – 3, 10.)
Sentinela – Luiz Eladio Humbert*
luiz.humbert.lalado@gmail.com
Soldados
são homens
desarmados
homens fardados
matando pelo poder
para os senhores dos fardados
não são soldados
são ávores letais
transplantadas da terra
para torrões de lama
são lixo que flutua
rio abaixo
diante da lama e do lixo
o povo desunido
se cala
de fome e de medo
e engole lama e lixo
mas o silêncio
da fome e do medo
não haverá de estancar o tempo
que muda o homem
da água ao sal
como o suor ao vento
e o sal
é o sinal dos tempos
já o machado está posto
à raiz das ávores.
Do livro: AMARELO DE FOME, VERDE DE MEDO
Autor:
Luiz Eladio Humbert (Lalado) é poeta, escritor e letrista do GRAMPO: http://www.gramporock.blogspot.com/
Sentinela – Luiz Eladio Humbert*
luiz.humbert.lalado@gmail.com
Soldados
são homens
desarmados
homens fardados
matando pelo poder
para os senhores dos fardados
não são soldados
são ávores letais
transplantadas da terra
para torrões de lama
são lixo que flutua
rio abaixo
diante da lama e do lixo
o povo desunido
se cala
de fome e de medo
e engole lama e lixo
mas o silêncio
da fome e do medo
não haverá de estancar o tempo
que muda o homem
da água ao sal
como o suor ao vento
e o sal
é o sinal dos tempos
já o machado está posto
à raiz das ávores.
Do livro: AMARELO DE FOME, VERDE DE MEDO
Autor:
Luiz Eladio Humbert (Lalado) é poeta, escritor e letrista do GRAMPO: http://www.gramporock.blogspot.com/
sábado, 8 de agosto de 2009
D.RUTH MAL PRESTAVA CONTAS À PETROBRÁS. BOM TEMA PARA ESSA TAL CPI
Uma comunidade com certa dificuldade com a matemáticaDo site: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/
. Mauricio Dias, na excelente coluna “Rosa dos Ventos” da Carta Capital que está nas bancas, traz a reportagem “O Reino da Dinamarca – talvez a CPI da Petrobrás tenha de revolver o passado do rei Fernando Henrique”.
. Trata-se de pormenorizada descrição dos favores que a Petrobrás do rei Fernando Henrique prestava.
. Como se sabe, Mino Carta uma vez propôs um concurso – “quem é o maior Tartufo brasileiro?” -, e Fernando Henrique ganhou fácil (*).
. Fernando Henrique e a Petrobrás eram particularmente generosos com D. Ruth Cardoso e sua obra, o Comunidade Solidária.
. D. Ruth demonstrou uma sistemática incapacidade de prestar contas convincentes dos milhões de reais que recebeu da Petrobrás.
. Luciana Cardoso, filha do rei, também recebeu “trabalho remunerado” pela Petrobrás.
. Rodolpho Cardoso de Oliveira recebeu inúmeros repasses da Petrobrás e num dos papéis das transações contábeis há observação feita à mão: “Primo de FHC”.
. Arthur “caso de psiquiatra” Virgilio foi tosquiar e saiu tosquiado.
. Das denúncias que bateram no Conselho de Ética do Senado, a única que sobrevive é a contra ele.
. Essa CPI da Petrobrás, que pretende desequilibrar o presidente Lula e tomar o pré-sal para os que contratam FHC a US$ 50 mil por palestra (fora o jatinho **) pode bater na D. Ruth.
. Vai ser um Deus nos acuda.
. Como se sabe, os demo-tucanos são muito chics e a Evita deles é a D. Ruth …
Paulo Henrique Amorim
Paulo Henrique Amorim
(*) Outro insigne Tartufo é o Caio T. (“T” de Tartufo) Costa, professor de ética no jornalismo e censor de blogs, como tentou fazer com o Conversa Afiada, quando se hospedava no iG, que ele presidia.
(**) Não se trata do jatinho do Tasso Jereissati. O jatinho do FHC é o que ele exige para ele, a secretaria e um segurança, quando se descola de São Paulo para pronunciar conferências que se perdem com a brisa do mar … Os demo-tucanos adoram um jatinho. Especialmente os do Daniel Dantas …
DEBATES - JORNALISMO

Sentinela – Maísa Amaral*
A Equipe do Sentinelas estará presente nos próximos dias 11, 12 e 13 de agosto, na série de debates sobre a regulamentação profissional do jornalista, que vai ocorrer na Faculdade Social da Bahia – FSBA, em Salvador-BA, sempre às 19h. Temas como formação acadêmica, mercado de trabalho e questões trabalhistas estarão em pauta.
O evento contará com os seguintes colaboradores: professores Mônica Celestino, do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo; Giorgio Borghi, vice-diretor de graduação da Faculdade Social, Sérgio Mattos, da Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Marjorie Moura, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Bahia (Sinjorba), e Ruy Ribeiro Gonçalves Júnior, presidente da Comissão de Advogados Iniciantes da OAB-BA, entre outros.
A entrada é franca. A Faculdade fica na Avenida Oceânica, 2717, Ondina. Maiores informações: (71) 4009-2840.
*Maísa Amaral é jornalista DRT- 3178-BA e colaboradora do Sentinelas.
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Jornalismo
EM HOMENAGEM AOS POLÍTICOS E MAGISTRADOS DO BRASIL
Sentinela – Luiz Eladio Humbert*
Lá, pelos lados dos grotões esquecidos de nossa lendária terra baiana; lá, pelas bandas desses relutantes e cobiçados currais eleitorais, hoje assediados por Ali Geddel Henrique Cardoso Babá, alma gêmea e legítimo sucessor dessa figura da qual passamos a tratar a seguir, existia essa tal figura a ser tratada, um vistoso cabra da peste, que, de tão ladino, perigoso e vingativo, entrou para a história do lugar com o nome pelo qual era chamado e conhecido: Toninho Malvadeza.
Deixando de lado as inúmeras razões apontadas pelas fofoqueiras e rezadeiras da caatinga, Toninho Malvadeza tinha lá os seus motivos psíquicos para bajular os grandes e perseguir os pequenos, cultivando a sua imagem de destemido neo cangaceiro, implacável conquistador e sedutor do nordestino sertão.
Depois que caiu nas graças da ditadura militar, que recrutava jagunços, em todo território nacional, para implantar seu plano de achatar salários, entregar nossas riquezas, exterminar os patriotas insatisfeitos e concentrar, nas mãos do capitalismo estrangeiro e de escassos ricos brasileiros, o PIB, a renda nacional e o lucro gerado no país, Toninho Malvadeza passou a comer toda mulher gostosa que cruzasse o seu caminho, emprenhando algumas delas, exagerando na ampla publicação em rede nacional dessas façanhas eróticas, enquanto, de bandalheira em bandalheira, fazia crescer astronomicamente o seu patrimônio, impunemente protegido pelos novos mísseis e velhos canhões das forças armadas.
Dona Zete, a virtuosa esposa e extremosa mãe dos filhos legítimos de Toninho Malvadeza, dona de um incomensurável amor incondicional pelo seu marido, assistia a tudo isso sem esboçar a menor reação de indignação ou revolta, a não ser a imagem que expressava o seu semblante, sempre amargurado e sofrido.
Essa historinha, acima narrada, é para dizer que o GRAMPO, comentarista musical da atualidade brasileira, está finalizando a gravação de sua música batizada de PLUTOCRACIA, que quer dizer governo dos ricos e trata de deliquentes, que se tornaram gordos políticos mamando nas tetas do governo e que estão sempre no governo, como abutres na carniça.
A música também fala do amor incondicional de Dona Zete, que é a grande metáfora do povo brasileiro. Portanto, a música PLUTOCRACIA explica porque o povo brasileiro assiste, mansa e pacificamente, sem reação alguma, os atuais Toninhos Malvadezas, espalhados pelos parlamentos e judiciários do país, esses bandidos acusando e chingando seus colegas igualmente bandidos.
O mundo civilizado se pergunta por que o povo brasileiro não reage a tamanha degradação moral e ao total achincalhamento do seu papel de cachorro vadio, na sociedade amarela de fome e verde de medo.
A nossa música PLUTOCRACIA é a resposta a essa pergunta. Aguardem que ela brevemente será postada na internet, porque a mídia patronal golpista não divulga essas coisas. Ela quer que a globalização do capitalismo continue linda como está.
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