quinta-feira, 21 de junho de 2012

Palavra de jogador



Paulo André, do Corinthians: "Hoje temos cargos políticos e não técnicos para conduzir o futebol" 



Será que a discussão sobre os impactos da realização da Copa do Mundo no Brasil não esqueceu de incluir ninguém? Especialistas, dirigentes, políticos, a própria Fifa… Muitas são as vozes ouvidas neste debate. Mas e os jogadores? O que os grandes protagonistas do evento têm a dizer sobre ele?

O Copa Pública convidou o zagueiro Paulo André, atualmente no Corinthians, para refletir sobre a organização da Copa do Mundo de 2014 e apresenta aqui um jogador que foge ao discurso insosso adotado por alguns de seus companheiros de profissão, ensaiados nos “media-training” das assessorias de imprensa, e não teme polêmicas, criadas a qualquer declaração das estrelas da festa, os jogadores.

“Muito provavelmente a gente não vai ter legado, não vai ter boas coisas após a Copa do Mundo a não ser dívidas milionárias que serão pagas por nossos impostos” diz sem medo de melindrar ninguém. Paulo André se preocupa com as condições de trabalho dos atletas, a decadência técnica e a gestão do futebol brasileiro. Articulado, o zagueiro é autor do livro “O Jogo da Minha Vida” (Editora Leya), lançado em 2012, e parece determinado a incluir de vez a voz dos protagonistas do futebol na sociedade.

O que você acha do Brasil sediar a Copa do Mundo? 

Bom, inicialmente (sou a favor) sim. Como trata-se do maior evento esportivo do planeta e sendo o país do futebol, eu acho que é interessante para um país que está se desenvolvendo receber a Copa do Mundo. Então, na essência eu sou a favor. Mas aí quando você entra nos pormenores, nas entrelinhas, acho que o foco deveria ser o legado que deixa para as futuras gerações como centros esportivos e formação de jovens atletas. Muito provavelmente a gente não vai ter esse legado, não vai ter boas coisas após a Copa do Mundo a não ser dívidas milionárias pagas com os nossos impostos.

O atleta, enquanto protagonista da Copa do Mundo, poderia participar mais da organização da competição?

De alguma maneira os jogadores estão alienados com relação ao evento. A gente fica só esperando, a gente enquanto classe, assim como a população em geral, fica esperando 2014, a realização dos jogos para comemorar, para festejar e acaba ficando um pouco alheio a toda a política e tudo o que envolve essa montagem do palco, ou dos palcos para a Copa do Mundo. Não sei se caberia aos atletas se envolver na organização, porque essa discussão é entre governos federal, estadual e municipal, além é claro da Confederação e das Federações de futebol. Acho que ex-atletas deveriam ter cargos dentro dessas federações e confederações e aí sim representar de alguma maneira e através da sua experiência os atuais jogadores. 

Na íntegra: Pública .

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Novo clip dos Mamelungos

Orquestra Sinfônica Do Recife presta tributo ao violinista Moisés Mandel


Foto: Lúcia Gaspar


Por Antonio Nelson


A Orquestra Sinfônica do Recife realiza concerto em homenagem ao violinista Moisés Mandel, que faleceu neste mês. O evento será  no Teatro Santa Isabel (Praça da República, Bairro do Recife) nesta quarta-feira às 20h. A entrada é grátis. 

Teatro Santa Isabel
F: (81)3355.3323 / (81)3355.3324

10º Festival Recifense de Literatura – A Letra e a Voz

Abertas as inscrições para a sétima edição da Recitata

Evento, que divulga a poesia por meio de recitais, abre alas para o 10º Festival Recifense de Literatura – A Letra e a Voz

Estão abertas as inscrições para a 7ª Recitata 2012. O evento que faz parte da programação do Festival de Literatura – A Letra e a Voz, promovido pela Gerência de Literatura e Editoração (Gole) da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), este ano homenageia o poeta Edvaldo Bronzeado, que foi vencedor da primeira versão da Recitata e faleceu recentemente.

As inscrições para quem pretende subir ao palco para mostrar ao público sua capacidade lírica, acontecem durante o período de 18 de junho a 31 de julho e devem ser feitas na sede da Gerência Operacional de Literatura e Editoração, que fica na Rua Monte Castelo, 87 – Bairro Boa Vista – Recife, PE; ou por e-mail: festival.recitata@hotmail.com.

Os poetas devem concorrer de forma individual, em dupla ou em grupo de até cinco participantes e recitar textos da sua própria autoria, mas podem inscrever-se para concorrer em apenas uma das modalidades. No período de 11 a 13 de agosto de 2012 o participante será informado, por telefone, sobre o dia em que realizará sua performance.

A 7ª RECITATA será na Rua da Moeda, às 19 horas, nos dias 22 e 23 de agosto de 2012 (primeira e segunda classificatórias, respectivamente), e a finalíssima será, às 18h, no dia 26 de agosto de 2012, no mesmo local.

PREMIAÇÃO - A premiação dos vencedores da Finalíssima é de R$ 3 mil para o 1º colocado; R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro. Todos os participantes que chegarem à finalíssima recebem certificado de participação.

Serviço:
 
Inscrições para 7ª Recitata – Poeta Edvaldo Bronzeado
QUANDO: De 18 de junho a 31 de julho de 2012
ONDE: Gerência Operacional de Literatura e Editoração (GOLE) – Rua Monte Castelo, 87 – Bairro Boa Vista
Mais informações: 3355.1762 ou pelo e-mail: festival.recitata@hotmail.com  

Regulamento AQUIFicha de Inscrição AQUI

Fonte: Prefeitura do Recife.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Eu escuto Mamelungos - Juca Badaró

Foto: Vivian Rigueira






ENTREVISTA - O jornalista baiano Juca Badaró fala sobre o "O FILHO DA ATRIZ", curta-metragem escrito e dirigido por ele.







Antonio Nelson - Como surgiu a idéia de fazer o filme?

Juca Badaró - Desde as primeiras reflexões, quando a ideia do roteiro para o curta-metragem surgiu, eu gostaria de falar dos artistas que não têm voz, daqueles que dedicam sua vida à arte e dificilmente serão valorizados por isso. Eu queria levar a mensagem dessas pessoas, que muitas vezes se encontram à margem. Meu desejo era dar voz e vez a esses personagens do submundo. E assim é Verena, a personagem principal o filme. Uma jovem atriz que sobrevive do teatro e que apesar do talento, do esforço, mal consegue pagar as contas do mês e sonha em um dia ser reconhecida com a única coisa que considera importante na vida: sua arte. Verena transita pela movimentada vida noturna do centro de Salvador e encontra em Marco, um travesti que ganha a vida dançando em boates, o seu companheiro inseparável. A princípio, gostaríamos de poder contar a história sofrida desses artistas que o mundo desconhece.  

A.N - Quais as fontes de inspirações?

J.B - Quando decidi falar sobre a vida destes personagens marginais, várias referência vieram à minha cabeça, naturalmente. Pensei muito a respeito de Macabéa, personagem de Clarice Lispector em "A hora da estrela". Uma figura pobre, com pouca escolaridade e vítima do preconceito por ser nordestina numa grande cidade do Sudeste. Uma marginal, antes de tudo. Uma mulher vítima da discriminação. Verena, a nossa personagen, carrega um pouco disso. A jovem artista cheia de sonhos na cabeça, que no fundo é renegada porque sua arte não é respeitada e não vale nada para a sociedade de consumo, onde a arte acontece de um processo massificado. O seu amigo e companheiro Marco talvez sofra ainda mais preconceito, numa certa medida por ser artista e ainda mais por ser homossexual, um homem que ganha a vida se travestindo de mulher. São personagens puros, que querem apenas ser felizes, mas que sofrem as consequências da sinceridade, da inocência e da fantasia. Nesse ponto enxergamos algo de "O Idiota", de Fiodor Dostoiévski. Os de bom coração, amantes da arte, passam por idiotas, loucos, quiçá imbecis e doentes. É assim que a sociedade enxerga os artistas do submundo em:


 

A.N - Quais paradigmas estão em questão?
J.B - O nosso filme, humildemente, pretende despertar nas pessoas e fazer pensar em qual realmente é o valor da arte em nossa sociedade. Qual o papel do artista e em que medida ele é responsável por quebrar paradigmas e padrões pré-estabelecidos? A história de Verena e Marco trazem à tona questionamentos a cerca de sexualidade, homossexualidade, preconceito e até espritualidade.

A.N - Quais os maiores desafios quanto ao audiovisual?

J.B - O maior desafio foi fazer um filme sem recursos e com baixíssimo orçamento. O cinema é uma das artes mais caras e que envolvem mais pessoas na pré-produção, produção e finalização. Nós tínhamos que trabalhar na base da boa vontade mesmo e das parcerias: todos da equipe trabalharam sem cobrar nada: desde atores até os técnicos. Assumimos a falta de recursos e os riscos disso. Todos trabalharam pela simples vontade de fazer cinema. E na minha opinião o maior desafio está nisso: produzir uma coisa de qualidade com baixo ou sem qualquer aporte financeiro.

A.N - Como foi o processo de criação da trilha sonora original do filme?

J.B
-
Assim como todos os outros profissionais, os músicas que compuseram a trilha sonora também fizeram tudo por amor. Tive a felicidade em contar com o arrajandor e músico Marcello Alves, que conheci quando trabalhei em Angola. Ele se juntou com outro grande amigo, o engenheiro Neto Maia, que faz música nas horas vagas. Os dois me trouxeram um material muito interessante e muito ligado à proposta do nosso curta. O filme fala de sofrimento, de dor, de descontentamento, mas ao mesmo tempo é um filme dedicado aos artistas. O artista lida com a felicidade e a tristeza com muita facilidade e elas estão juntas a todo momento. A trilha precisava fazer diálogo também e acho que conseguimos esse resultado. Os dois músicos me emocionaram no processo criativo. A estreia será no segundo semestre de 2012.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Turismo no Recife e em Olinda em 360 graus

Conheça as melhores paisagens de Recife e Olinda pelas lentes da fotógrafa Cristiane Silva


Diário de Pernambuco

 
Fotógrafa e médica, Cristiane Silva faz fotografias do Recife e de Olinda em 360 graus. O trabalho dela está no canal de Turismo do Pernambuco.com (Julio Jacobina/DP/D.A Press)
Fotógrafa e médica, Cristiane Silva faz fotografias do Recife e de Olinda em 360 graus. O trabalho dela está no canal de Turismo do Pernambuco.com

Cristiane Silva é fotógrafa. Ou melhor, é médica. Na verdade, é uma médica que colocou em prática o fascínio que sente pela fotografia. Oftalmologista por formação, educou o próprio olhar para satisfazer um sonho antigo: ser aquela por trás das lentes fotográficas na captura de imagens belíssimas. “Sempre considerei a fotografia a melhor profissão do mundo. E, aos poucos, o que era hobby está virando trabalho”, anuncia.
Munida de chinelo, chapéu e protetor solar, há um ano, Cristiane vem visitando os principais pontos turísticos de Recife e Olinda para registrá-los de maneira curiosa. “O mercado fotográfico é muito concorrido. Queria encontrar meu espaço, experimentando a fotografia de um jeito diferente. Foi quando me apaixonei por fotos em 360 graus”. A primeira experiência aconteceu na Casa da Cultura, em 2011. De lá para cá, ganharam registros as vistas do elevador panorâmico no Alto da Sé e do alto das Torres Gêmeas no centro do Recife, a Igreja do Carmo, a Praça da República, o Paço Alfândega, entre outros endereços.

O olhar estético encontrou nas facilidades da câmera digital um exercício diário. Quando Maria Alice nasceu, Cristiane passou a registrar o desenvolvimento da filha, hoje com quatro anos. “Talvez porque minha gestação e meu parto não tenham tido registros tão bons assim, quis documentar todo o crescimento dela”, pondera. Curiosamente, fotografar gestantes e partos integram com frequência sua agenda fotográfica. Para dar conta da técnica, Cristiane foi atrás de cursos na área.

Começou no Senac em 2010. Por acaso. “Estacionei o carro perto da sede, olhei pra o lado e vi o anúncio do curso de fotografia. Resolvi entrar pra conhecer e saí de lá já matriculada”. Recentemente, deu mais um passo em sua formação. “Comecei a estudar Fotografia na Unicap. Quero aprofundar as discussões e entrar no mercado comercial”, avisa. Costuma trocar figurinhas com os colegas fotógrafos Soraya Silva e Haroldo Matias, já que família e amigos nunca se interessaram pelo ramo.

Quando vai a campo, é a Nikon D700 quem a acompanha. Uma lente grande angular de 8 milímetros e uma cabeça de tripé panorâmica a ajudam a obter o melhor resultado. Cliques feitos, parte para a etapa da edição, o que possibilita a junção das fotos, transformando-as em uma só. Cristiane acredita que ambientes internos também podem ser mais bem explorados com a técnica do 360 graus. “Posso usá-la para fotografar lojas e apartamentos recém-decorados, por exemplo”. Hoje médica atuante, não estranhe se Cristiane, logo, logo, passar a assinar do mesmo jeito que consta no serviço desta matéria.

Turismo - O trabalho de Cristiane Silva pode ser conferido a partir desta quarta-feira (13), no Canal de Turismo do Pernambuco. Especialmente para o site, ela disponibilizou passeios por Recife e por Olinda, permitindo uma imersão em vários pontos turísticos das duas cidades. Todos os passeios estão em:
http://www.pernambuco.com/turismo/turismo_360.

Serviço:
Fotógrafa Cristiane Silva
fotocrissilva@gmail.com 


Eduardo avisa a Humberto que PSB só aceita o PT na vice

Jornal do Commercio

 Frente Popular

Governador deixa claro que PSB não abre mão da disputa. Nome será anunciado até a próxima quarta, após encontro de Eduardo com Lula

Publicado em 15/06/2012, às 00h20

Sheila Borges

 / Foto: Igo Bione/JC Imagem

Foto: Igo Bione/JC Imagem

Apesar da intensa movimentação do senador Humberto Costa (PT) nas últimas horas para mostrar ao PSB que tem condições políticas de unir a Frente Popular e disputar a Prefeitura da Cidade do Recife, o governador Eduardo Campos não vai recuar e já decidiu: até quarta-feira (20) lançará o nome do pré-candidato do PSB à PCR.

Esse anúncio ocorreria na segunda-feira (18), mas foi adiado por conta do cancelamento do encontro que manteria nesta sexta-feira (15) com o ex-presidente Lula em São Paulo. Para compor com o PT, a proposta de Eduardo é inverter a atual dobradinha. O PSB, que indicou o atual vice-prefeito – Milton Coelho – ficaria agora na cabeça da chapa, enquanto o PT – que tem o prefeito João da Costa – ficaria com a vaga do vice.

Essa proposta foi colocada pelo governador para o senador Humberto Costa nesta quinta-feira (14) em Brasília. Os dois conversaram no final da tarde - Eduardo seguiu para Brasília depois de passar o dia no Rio.

Se não for possível ao PT aceitar a sugestão, Eduardo vai lembrar a Lula que nas eleições estaduais de 2006 a Frente Popular saiu com dois candidatos, ambos com apoio do ex-presidente: ele próprio (Eduardo, que passou para o segundo turno e elegeu-se governador) e Humberto. Dirá também que o próprio PT, a cada dia que passa, dá mais argumentos para que a sua tese se fortaleça: a de que a sociedade cansou da briga interna petista. Após a conversa com Lula, indicará o candidato.

Dos nomes do PSB colocados à disposição da Frente Popular para ser o candidato, dois crescem na bolsa de apostas para a disputa no Recife: os dos ex-secretários Danilo Cabral e Geraldo Júlio.

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