sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dignidade sexual e exposição midiática em questão

Sentinela – Antonio Nelson*

O respeito à dignidade sexual, a pedofilia na internet, exposição midiática, caso Escola Base, Família Nardoni e o assassinato da jovem Heloá, entre outros assuntos foram abordados pelo professor universitário da área de Ciências Criminais e advogado, na área criminal, Yuri Carneiro Coelho, durante a palestra Crimes contra a dignidade sexual e a nova lei nº 12.15/09. O evento ocorreu na VII Semana Acadêmica da Faculdade Social, em Salvador/BA. Após palestra, Yuri Coelho nos concedeu entrevista sobre as temáticas. Confira!

Sentinelas da Liberdade - Mudanças culturais, comportamentais e jurídicas, nos últimos 30 anos, contribuíram para estimular atos de crimes contra a dignidade sexual?

Yuri Carneiro – Sem dúvida nenhuma contribuí. Os crimes de natureza violenta, contra pessoas, têm a depender do status social que você identifique, maior ou menor criminalidade. Uma relação profunda com a Economia e com o desenvolvimento econômico. Também tem uma relação com a Cultura muito forte. Alguns crimes sexuais são decorridos de patologias, que tem uma causa clínica, não social, mas outras espécies de crimes são decorrentes de fatores sociais e também de uma ordem comportamental de cultura que está muito mudada atualmente. A liberalidade é muito maior, o que faz com que as pessoas se exponham mais, e muitas vezes essa exposição faz com que pessoas invadam essa liberdade praticando crimes sexuais.

SL - Quais os crimes mais comuns praticados por programas popularescos e de entretenimento?

Y.C –
Diria para vocês que são crimes contra honra, ofensas, estimulações, injúrias contra pessoas, exposição da imagem de forma indevida, principalmente aqueles que tratam de delitos. Sabemos muito bem que tipo de programa são esses, que às vezes só retratam os problemas da nossa sociedade, filmando pessoas, intimidando, mostrando pessoas supostamente acusadas de delitos, colocando elas como párias da sociedade, como se muitas vezes não tivessem direito de defesa. Em muitos casos são pessoas que são acusadas injustamente ou não cometeram atos que se embute a elas. Temos que ter muito cuidado com esses tipos de programas que sem uma investigação séria jornalística acabam determinando a responsabilidade para aqueles que não têm, apenas por uma questão de audiência. É muito bom você mostrar sangue e ter audiência, mas não para quem é vítima.

SL – Qual fato mais lhe impactou?

Y.C – O que a mídia fez com dois casos, o da filha dos Nardonis e o da Heloá. Foi algo fora do comum, algo que tem que ser retratado, chegou a ser exagerado. No passado, tivemos um caso muito sério que foi o da Escola Base, em São Paulo, no qual as autoridades públicas do estado julgaram como responsável o casal e depois se descobriu que eles não tinham nenhuma relação com atos de pedofilia, do qual tinham sido acusados. Tem que se tomar muito cuidado quando se acusar alguém, principalmente quando expor esse pessoal na imprensa.

SL - Quais são os direitos do cidadão para que os veículos popularescos e de entretenimento respeitem a dignidade humana?

Y.C – O direito a inviolabilidade da privacidade, da intimidade. É preciso que se respeite isso, e que não saia invadindo, mostrando tudo o que se acontece como se não tivesse limites. Acredito, por exemplo, que a derrubada da Lei de Imprensa foi importante, pois ela criava muita limitação, mas é necessário regular a atuação da impressa para que ela tenha um equilíbrio, e se mantenha a liberdade de imprensa, a qual é fundamental para o país, mas que não se tenha uma liberdade condicional. É preciso equilíbrio na divulgação da informação.

SL - A quem o cidadão deve recorrer quando for tratado injustamente?

Y.C - Ao Poder Judiciário. Em determinadas situações, só em casos concretos é que deve procurar uma delegacia de polícia, mas o poder judiciário é o meio mais adequado.

SL - Quais os constrangimentos mais frequentes entre casais?

Y.C - Do ponto de vista prático, hoje em dia é muito menos tocante os crimes sexuais e sim a violência física, que a Lei Maria da Penha vem abarcando e vem dando certa guarita a mulher, que é a maior vítima da violência familiar.

SL - E o papel do Estado?

Y.C - O Estado tem que ser educativo em prevenção, principalmente na área de Educação. Como o Estado não fornece uma Educação adequada às pessoas são criadas em um ambiente educacional e cultural impróprio, por falta de informação e Educação faz com que as pessoas não sejam orientadas de como devem ser suas vidas, conduzidas da melhor maneira possível, respeitando o direito dos outros.

SL – Está havendo políticas públicas, principalmente no estado da Bahia, para amenizar esses problemas, no campo da sexualidade?

Y.C – Quanto aos problemas de criminalidade, não vejo como políticas públicas. Inclusive passamos por uma grande crise na Segurança Pública. Óbvio que esperamos que o Governo adote medidas para prevenir a diminuição da criminalidade do país. Depende de uma grande estrutura econômica que gere menos desigualdade social. Do ponto de vista de intervenção direta, a curto prazo, não temos visto muitas políticas públicas para amenizar esse problema.

SL - Músicas com letras eróticas e pornográficas podem estimular a atitudes delituosas?

Y.C – Quanto à violência acredito que não estimule. O que estimula é a liberdade social. Quanto a crimes, não temos visto isso no Brasil não.

SL - Quanto à pedofilia na Internet?

Y.C - Tem ocorrido muito. Inclusive temos um programa que é o CQC (Custe o que Custar - da Rede Bandeirantes de Comunicação), o qual tem um quadro que tenta retrair pedófilo, o que mostra que a internet tem sido um veículo de expansão da pedofilia. Não que a rede deva ser limitada, mas deve sim aparelhar melhor o Estado para se discutir o que há, através da rede, desses pedófilos, e retirar.

É preciso ter um pouco mais de atenção, principalmente nas escolas, quanto à educação sexual, de cuidado e trato nas escolas com os nossos menores, para ajudá-los a se defenderem. É importante ter um bom aparelhamento dos nossos juizados, acompanhamento da família nos juizados, para que ele possa exercer com maior eficiência o poder normativo que tem, porque essa talvez seja a melhor forma, de pelo menos paliativamente, diminuir a pedofilia no país, além de você criar uma rede de investigação mais eficiente.

*Antonio Nelson é repórter do Sentinelas da Liberdade, autor e idealizador do site e não apóia o PIG:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O lugar da Ciência

Sentinela - Frederik Santos*
sentinelas@sentinelasdaliberdade.com.br

Por que o tema Ciência e Religião é tão intrincado e desgastado em nossos dias? Por que é tão difícil encontrar honestidade e seriedade quando se trata do debate entre estes dois campos? As razões são várias. Para começar a enumerá‐las irei partir da constatação de um fato que não pode ser ignorado aqui, esses dois campos estão entre aqueles que mais movem certos grupos sociais e a maioria dos que detém o poder nas mãos.

Se conhecimento é poder, não menos, o discurso religioso também o é. Ciência envolve conhecimento e hoje conhecimento significa um diferencial que pode levar alguém a superar uma concorrência em um ambiente competitivo ou ainda pode significar maior interferência sobre o mundo, transformando‐o e gerando mais controle sobre ele. Muitas vezes, a religião também tem sido um excelente instrumento de controle de certos grupos sociais e de manutenção do status quo, e a história não nos permite esquecer disso, na verdade, o dia a dia não nos permite esquecer.

E o curioso é que ainda hoje se usa (em escala um pouco menor do que há séculos atrás) distorções de interpretações de livros sagrados ao bel prazer de uma pequena elite para legitimar uma idéia ou alguma ação divina que amedronte uma grande massa. Longe de propagar o medo, hoje muitos rezam aquilo que os cientistas dizem para legitimar suas idéias. Vide doutrinas defendidas pela Teologia do Processo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Te%C3%ADsmo_Aberto ou documentários campeões de audiência como Quem Somos Nós 1 e 2 http://pt.wikipedia.org/wiki/What_the_Bleep_Do_We_Know!%3F.

Portanto, uma das principais razões para termos tantas dissimulações sobre o tema, Ciência e Religião, é o vínculo que esses dois têm com o poder de influenciar e muitas vezes de tentar controlar as mentes.

E não tem nada melhor do que produzir distorções, dissimulações e mentiras do que o poder concentrado nas mãos de uma elite, manifesto em todas as suas formas de controle na modernidade, através das mídias, da política e dos púlpitos em que pouco se abre a Bíblia e/ou o coração. A distorção e a dissimulação eram uns dos principais frutos da união entre Igreja e Estado e tais frutos levaram à luta pela descontinuidade desta união, na maioria das sociedades modernas.

Não quero entrar nesse debate, mas o evoquei somente para destacar que discussões sobre Ciência e Religião envolvem questões que vão além dos embates entre intelectuais e fundamentalistas ou brigas doutrinárias internas. E a histórica separação, dando autonomia de atuação a cada uma destas instituições, não resolveu e não resolverá boa parte dos conflitos entre elas, principalmente quando estas se sobrepõem na busca do controle e do poder.

Quais das duas instituições devem dar as cartas do jogo que investiga os valores mais fundamentais da humanidade? Para aqueles que querem começar a conhecer a senhora Ciência com suas rugas terá que visitar bibliotecas que disponibilizem autores como Imre Lakatos, Paul Feyerabend ou A. F. Chalmers para começar (longe de eles terem a última palavra sobre o assunto).

Estes filósofos, que fizeram grande uso da história, mostram o quanto a Ciência não tem nada de unânime e fechada. Além disso, achar que qualquer ciência possa tratar da realidade última das coisas ou da essência da matéria e dos fenômenos é uma das crenças mais atacadas há mais de cem anos dentro da epistemologia. Percebemos o quanto a Ciência tem se calado sobre a maioria das perguntas mais essenciais da humanidade e quanto ela é incapaz de responder a muitos mistérios gerados por ela mesma. Mas, esta limitação não é necessariamente negativa.

A Ciência faz bem aquilo que ela se propõe a fazer. Ela é uma instituição essencialmente humana, sempre sujeita a controvérsias, com sua própria linguagem que quase nada tem a dizer sobre o mundo metafísico, do divino e espiritual.

Vamos falar agora de algumas características e valores gerais compartilhados e historicamente agregados pelas Ciências Naturais. Caracterizar uma idéia geral de ciência através de um método científico universal é uma tentativa artificial que esconde ricos traços particulares de cada disciplina. No entanto, podemos tentar falar de métodos de justificação, racionalização, formalização da linguagem e reprodutibilidade para cada campo do conhecimento natural.

Existem vários métodos que buscam construir a coerência e racionalidade interna do trabalho científico. O uso de cada método dependerá do objeto e do fenômeno estudado. Para muitos não é trivial esta dimensão intersubjetiva, construtiva e limitada da ciência. Até porque, não é isso que se mostra nos livros técnicos da academia e muito menos na maioria dos livros do Ensino Médio.

A despeito de toda essa relativização e limitação, a instituição chamada “Ciência” alcançou grandes feitos nunca imaginados até então. Estes a fizeram alcançar o status que possui hoje, porém não podemos exigir que esta instituição humana forneça respostas que não fazem parte daquilo que ela se propõe a fazer.

Quando muito, as disciplinas científicas buscam dar sentido ao mundo natural construindo teorias úteis para interagirmos com este e tentar construir as melhores explicações possíveis sobre o funcionamento deste. Exigir mais do que isso é desvirtuar o caráter da Ciência e as bases de onde esta foi construída, é corromper seu discurso mais puro e honesto, é ludibriar sobre seus limites.

É isso que muitos tem feito hoje em dia, alguns o fazem por ignorarem o debate em torno dos fundamentos de sua disciplina, e ainda usam seus títulos acadêmicos em alguma área científica para lhes dar autoridade ‐ como se a maioria das nossas universidades seculares ou confessionais formassem profissionais, na área técnica ou científica, com apurado senso crítico e conscientes das controvérsias e limitações que envolvem suas disciplinas.

Outros o fazem levianamente para dar maior legitimidade ao seu discurso e, assim, defenderem seus interesses particulares ou de uma corporação política, financeira ou religiosa. E ainda se justificam através de um sedutor discurso holístico em que se consideram arautos da pós‐modernidade, e muitos destes prosperam à custa de uma “boa” retórica cheia de falácias.

Deixo aqui o meu segundo recado em relação a este debate. Porém, apesar de ter escrito mais sobre algumas características gerais das Ciências Naturais, reafirmo aqui a minha aposta que um bom conhecimento dos fundamentos das religiões mais dominantes no mundo ocidental nos levará para uma diferenciação dos objetivos e das limitações no campo de atuação destas em relação aos das ciências.

*Frederik Santos é professor de Física na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestrando em Filosofia Contemporânea (PPGF-UFBA). Sua pesquisa concentra-se na área de História e Filosofia dos problemas nos Fundamentos da MecânicaQuântica. Escreve exclusivamente para o Sentinelas da Liberdade. Tem forte atuação na área de educação especial para surdos, como professor bilíngue (Português/Língua Brasileira de Sinais) e agente político.

Mudança de data - Etapa Bahia da 1ª Conferência Nacional de Comunicação

A Comissão Organizadora Estadual informou que a Etapa Bahia da 1ª Conferência Nacional de Comunicação foi transferida para os dias 14 e 15 de novembro (sábado e domingo). A mesma estava programada para os dias 24 e 25 de outubro, na Fundação Luis Eduardo Magalhães (Flem), em Salvador. A alteração foi definida seguindo as orientações de adiamento da Conferência Nacional.

A decisão foi tomada durante a reunião da Comissão estadual, na última quarta-feira (21), e visa também ampliar a mobilização dos participantes dos diversos segmentos no sentido de qualificar o debate durante o evento.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O presidente do Partido da Imprensa Golpista


O Partido da Imprensa Golpista (PIG) é um termo que surgiu entre os internautas brasileiros em 2007 para caracterizar a grande mídia. O termo foi popularizado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada. Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um i minúsculo para se referir ao portal iG, do qual foi abruptamente demitido em 18 de março de 2008 no que descreve como sendo um processo de "limpeza ideológica". O termo ganhou tanta notoriedade que fez parte de um discurso do deputado federal pernambucano Fernando Ferro, do Partido dos Trabalhadores, no qual sugeriu que Arnaldo Jabor assumisse o cargo de presidente do PIG.

O termo também é constantemente utilizado pelos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna em seus blogs, que também ajudaram em sua popularização.

O termo PIG foi criado por André Alírio (Salvador, BA) em 2006, na comunidade do Orkut Apoiamos o Presidente Lula PT.

Definição

O termo é utilizado de forma genérica e pejorativa para se referir ao jornalismo praticado pelos grandes veículos de comunicação do Brasil, que seria demasiadamente conservador e que estaria tentando derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros de seu governo de forma constante. Considerando que pig é "porco" em inglês, a conotação pejorativa do termo pode ser maior do que já é.

De acordo com Amorim, o termo PIG pode ser definido da seguinte forma: "Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista".

Quem compõe o núcleo do PiG

Segundo a Blogosfera, os principais meios de comunicação que estariam à base do PiG, seriam quatro grandes grupos midiáticos importantes. Por ordem: a TV Globo e o jornal O Globo da família Marinho, o jornal Folha de S. Paulo, o outro jornal O Estado de São Paulo e a Revista Veja, do grupo Editora Abril.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=20710

Bancos espoliam países pobres

Sentinela – Germano Machado*

Na revista Mundo e Missão de agosto de 2009, publicação do PIME – Pontifício Instituto das Missões, no
www.mundomisssao.com.br, no comentário de atualidades traz o título: Grandes Bancos ajudam a espoliar os países pobres. Na mesma revista se diz que: “segundo uma análise da organização independente Global Witness, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a pesquisa sobre causas e efeitos da exploração da riqueza natural do mundo, alguns dos mais expressivos bancos mundiais facilitam a corrupção nos países mais pobres”. O autor é Edison Barbieri – edsonbarbieri@yahoo.com.br.

Esse estudo da Global Witness mostra como certos bancos atuam com negócios em regimes corruptos. Informa ainda que tais bancos facilitaram e facilitam corrupção e saque estatal explorando países. O que equivale a mostrar dolorosamente que esse mecanismo bancário desvia os países pobres de terem oportunidade de sair da miséria e não serem dependentes de outros. Por exemplo, a Global Witness diz abertamente: “se recursos como o petróleo, gás e minerais realmente existem para ajudar a eliminar a pobreza da África e de outras regiões, então os governos devem assumir a responsabilidade de impedir que os bancos façam negócios com ditadores corruptos e com suas famílias”. Considero tal informação uma denúncia. O mesmo informe aponta clientes de determinados bancos na Guiné Equatorial, na República Democrática do Congo, no Gabão, na Libéria, em Angola e no Turcomenistão. Mostra que nesses países a riqueza natural foi e está sendo explorada por poucos, enriquecendo grupos, fortalecendo poder de ditadores, financiando guerras devastadoras.

A Revista, citando o Global Witness afirma e afiança: “Entre os bancos mencionados estão Barclays, City Bank, Deutsche Bank e HSBC”. Evidentemente que essas instituições bancárias têm ampla visão mundial e agem praticamente em todos os países, inclusive nos da América Latina e no Brasil. Anthea Lawson, da Global Witness informa: “Os bancos fornecem o mecanismo para que haja corrupção em torno dos recursos naturais”. Nessas informações das instituições citadas, “o filho do ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang foi apoiado pelo Banco Barclays muito depois de se tornarem públicas as provas de que sua família estava envolvida na usurpação das riquezas pretrolíferas daquela nação. Esclareça-se que o Banco Riggs que entrou em decadência em 2004, assim foi devido à investigação promovida por comitê do Senado Norte Americano. Descobriu-se ainda que essa instituição bancária mantinha contas em nome do referido ditador equatorial, membro de sua família e seu governo. O filho do ditador era Ministro da Agricultura e Floresta, no Governo de seu próprio pai e, vejam com um salário de 4.000 doláres mensais, mas tinha conta no Barclays, polpuda e muitíssimas vezes maior do que se possa imaginar. Entretanto, a Guiné Oriental africana continua sendo um dos países mais pobres do mundo. O jovem ministro tem uma mansão de 35 milhões de dolares, em Malibu (Estados Unidos) e gastou 6 milhões e 300 mil dolares na compra de automóveis nesses últimos 10 anos.

A Global Wittness afirma que o City Bank Group facilitou o financiamento de guerras civis em Serra Leoa, permitindo o ex-Presidente Liberiano Charles Taylor a saquear as riquezas naturais de madeira. Por denúncias, esse ex-Presidente está sendo desde meados de 2009 julgado por crime de guerra no Tribunal Penal Internacional de Haia. O informe citado ressalta que “os bancos ajudam, direta ou indiretamente, os que usam as contas do Estado para enriquecer ou oprimir seus povos”. Essa descrição da Global Witness foi levada às vésperas da reunião do G-20, ocorrida, imaginem, em abril de 2009, em Londres ocasião em que se analisou a atual crise financeira mundial. Em declarações, quando da publicação de sua encíclica Veritas in Caritate, Bento XVI afirmou que a crise financeira mundial era motivada pela ganância de Estados e instituições bancárias.


*Germano Machado – Fundador do CEPA ( Círculo de Estudo Pensamento e Ação) Brasil, Jornalista da primeira turma da UFBA 49/52, Professor Aposentado da UCSAL e da UFBA, alguns livros publicados: Dois Brasis, Introdução a Euclides da Cunha, da Físca da Matéria à Metafísica do Espírito, Sintetismo – Filosofia da Síntese.
germanomachado83@gmail.com

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mais um jornal gratuito


Sentinela - Luís Guilherme Pontes Tavares*

Desde domingo, 11 de outubro, que o London Evening Standart, vespertino londrino, passou a ser distribuído de graça. É “o primeiro dos jornais históricos ingleses a transformar-se num gratuito”, registrou o jornal português Público na sua edição de 03 de outubro. E acrescentou que a tiragem mais que duplicaria, de 250 mil para 600 mil exemplares diários.

O fenômeno explosivo da multiplicação de jornais de graça no mundo já nos acomete há algum tempo, toda sexta-feira, com a publicação regular do Metrópole, do empresário Mário Kertész. Nesse caso, a tiragem confessada é de 80 mil exemplares, superior, portanto, à tiragem dos demais jornais de Salvador.

O que importa nos dois casos – do London Evening e do Metrópole – é a tiragem que seduz a publicidade. O passo dado pelo jornal inglês, todavia, é audacioso demais, pois entra num campo de disputa em que outro veículo da mesma empresa – o Lite – já tem leitores cativos.

O próprio Evening explicou que a decisão acontece num instante em que o magnata naturalizado norte-americano Rupert Murdoch, dono da multinacional News Corporation, não mais concorre no espaço dos jornais gratuitos de Londres e tem experimentado prejuízos com o Wall Street Journal, de Nova Iorque, e com a expansão da presença da sua empresa na internet.

O fenômeno mundial do crescimento da oferta de jornais de graça – free newspapers – é surpreendente porque acontece quando as circunstâncias não autorizariam tal situação. De um lado, a consciência ecológica torna-se cada vez mais aguda no mundo inteiro; de outro, multiplicam-se os sites que oferecem, em tempo real, notícias de todos os lugares.

Fica a impressão de que o fim do caminho dos jornais gratuitos é um precipício por onde cairão o jornalismo e a liberdade de imprensa. É o que vejo quando embarco no metrô de Londres pela manhã. Há jornais desarrumados e espalhados nos vagões... É uma apocalíptica visão de que o que foi importante, agora é tão-somente lixo!

Paris, 12.10.2009.

*Luís Guilherme Pontes Tavares é jornalista, produtor editorial e colunista do Sentinelas da Liberdade – artigo é exclusivo do Sentinelas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Blog Conversa Fiada é mais acessado do que o site da Veja

Maísa Amaral



Um navegante e amante de boas notícias encaminhou para o blog Conversa Fiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, as informações disponíveis no Alexa, site do Grupo Amazon, que rankeia internacionalmente sites do mundo inteiro, quanto aos acessos.

Segundo o Alexa, o blog está na posição 2.067, dos mais acessados no Brasil, já a Revista Veja aparece, na posição 12.379.

O blog tem linkados 362 sites ao seu. E a revista, 570.

A revista apresenta ao mercado as seguintes informações:


18.144.153 páginas vistas / mês




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