quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sob os lhos e pés do prefeito



Sentinela - Antonio Nelson*

O título refere-se à Ladeira da Montanha, localizada embaixo da prefeitura da cidade do Salvador/BA, de onde o prefeito reeleito, João Henrique (PMDB), e seu secretariado administram a cidade. O fotógrafo Leo Carvalho, estudante de jornalismo da Faculdade Social (FSBA), realizou um ensaio fotográfico sobre os contrastes sociais na capital baiana. Durante a semana, publicaremos o ensaio, feito exclusivamente para o Sentinelas da Liberdade.

Para refletir, segue abaixo o poema do poeta pernambucano Manoel Bandeira (1886-1968):


O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Rio, 27 de dezembro de 1947

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Governo Lula não dá dinheiro ao MST

Coversa Afiada:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=20126

Multicultura: Quarta-feira é dia de samba-de-roda






Maísa Carvalho Amaral e Antonio Nelson Lopes Pereira




O grupo de samba-de-roda baiano, BarLavento, realiza apresentação no JequitiBar, na varanda do Sesi, toda quarta-feira , às 21h, no bairro-boêmio do Rio Vermelho, em Salvador.

O público vai dançar ao som do mais recente Cd "O Buraco de Maroca", aprensentado na Europa, especialmente em Portugal e Ferrara, na Itália, no trimestre junho/julho e agosto.

Davizinho de Mutá/vocal e Hamilton Reis/vocal/violão são os líderes do Barlavento e estarão na companhia de Aloísio do Cavaco e os percussionistas Henrique Almeida, Cuca e Jadson Estrêla.

Couvert: R$ 10,00 (dez reais) por pessoa.
Foto: Vanessa Costa.

Maestro das Emoções


Psiquiatra explica como é possível conviver com a depressão

Por Alexandre Gondim*

Aos 56 anos, o psiquiatra e psicanalista Luís Fernando Pedroso teve sua trajetória profissional rodeada de percalços e surpresas. Da militância política no movimento estudantil secundarista até a detenção como preso político em 1971, Pedroso passou a se interessar pelo comportamento das pessoas. Em 1974, começou o curso de medicina. Ele, então, percebeu que a política, a ideologia, assim como as religiões, não explicavam os comportamentos, mas a psiquiatria estabelecia uma intermediação entre a biologia, física, química e a sociedade.

O médico assume, abertamente, o próprio grau de loucura, considerando-a ferramenta para compreender os pacientes. Sua vivência, seus altos e baixos e suas crises depressivas promoveram uma compreensão mais nítida que ele chama de comunhão de experiências. “Tenho que ter muita noção da minha loucura para poder me identificar com o paciente”, afirma, revelando-se irritável, distímico, difícil de controlar, oscilante entre a euforia e a melancolia.

Ao longo da entrevista, Pedroso discorre sobre a depressão, sobretudo nos jovens, apontando os diferentes tipos da doença, suas causas, formas de diagnóstico e tratamento. Aborda os motivos do suicídio e a relação entre os fatores psíquicos e bioquímicos que configuram um estado depressivo. Conclui dizendo que doença mental mata muito mais do que se pensa e alerta aos pais para ficarem de olho nos filhos.

Alexandre Gondim – O diagnóstico da depressão, normalmente, engloba uma combinação de sintomas e circunstâncias subjetivas. O que de fato provoca a depressão e como ser preciso no diagnóstico?

Pedroso – Há vários tipos de depressão. Você tem a depressão monopolar, a depressão bipolar, depressões reativas, vivenciais. Tem umas mais de natureza constitucional, hereditária, e outras vivenciais, reativas, mais relacionadas às circunstâncias e com o estresse que a pessoa está vivendo. E você distingue tanto a existência da depressão como a diferença de uma para a outra pelo conjunto de sinais que a pessoa apresenta.

Há cura ou o paciente deve aprender a conviver com a doença?

Pedroso – Geralmente, depressões, transtornos de humor não têm cura. Você tem que buscar algum tipo de controle, medicamentoso ou espiritual, filosófico, cultural, a depender da natureza da depressão. Se você tem uma depressão biológica, constitucional, não adiantam os controles culturais. Mas, se você tem uma depressão mais reativa, vivencial, as medicações funcionam pouco. Mas, todas elas, de alguma forma, você tem que aprender a controlar e conviver.

Como lidar com um jovem com pensamentos suicidas? Qual a origem destes pensamentos?

Pedroso – A pessoa pensa em suicídio quando ela está num grau de sofrimento muito grande e o suicídio é a única forma que ela vê de cessação desse sofrimento. Sofrimentos dessa magnitude são produzidos por depressão grave e essa é uma situação de emergência gravíssima, porque, existindo o pensamento do suicídio, existe risco real de vida. E doença mental mata e mata muito mais do que a gente pensa. Há mortes explícitas, pela doença mental, como suicídio, e mortes do suposto acidente (de carro etc.) que, na verdade, são suicídios não explicitados. Ou, às vezes, não suicídios, mas outros tipos de imprudências que a pessoa é levada a cometer pela doença mental. Quando uma pessoa está com ideias suicidas, é uma das indicações a internação.

De que consiste e quanto tempo em média dura o tratamento?

Pedroso – O tratamento dura muito tempo, mas a fase aguda, em média, 15 dias, tempo que todas as terapêuticas começam a funcionar, diminui o sofrimento e tira a pessoa do risco. Mas ela deverá fazer a manutenção e a continuidade do tratamento, às vezes, por alguns meses ou alguns anos, depende do caso.

De que forma a psicanálise contribui para melhorar o quadro depressivo?

Pedroso – A psicanálise atua na superestrutura cultural, filosófica, ideológica do deprimido, nos sintomas, e ela ajuda um pouco no entendimento da psicologia do deprimido. Na medida em que o doente se fortalece psicologicamente, ele pode administrar melhor a doença. A psicologia, a psicanálise, vai abordar mais o lado saudável da pessoa. A psiquiatria mexe mais com a doença.

No caso dos jovens, que recomendações você faria para aqueles que eventualmente apresentem um quadro depressivo?

Pedroso – O jovem, até por ser jovem, tem pouca informação e pouca vivência. Eles ficam muito assustados, muito perplexos, muitas vezes tendem a esconder. Quem vê e quem tem que ficar de olho nos jovens são os pais e, diante de condutas pouco usuais, fora de determinados padrões, têm que consultar um especialista. Tem que levar a sério porque as famílias pensam, geralmente, que tudo é droga.

Drogas terapêuticas?

Pedroso – Não, drogas alucinógenas. Tem um caso clássico, que eu costumo contar, de uma senhora dizendo: “Doutor, é droga?”. E eu disse: “não, minha senhora, é esquizofrenia”. E ela respondeu: “ah, doutor, graças a Deus”. Droga não é tudo isso que se fala, mas a loucura é. A loucura produz crimes, produz morte, ela existe. E o problema é que muitas vezes as pessoas tendem a não ver ou a ignorar, deixar para lá, até que acontecem as tragédias.

No caso, a loucura dos jovens é uma espécie de endemia?

Pedroso – É, de alguma forma. Primeiro, porque você enlouquecer na adolescência é normal.

Por quê?

Pedroso – Porque a adolescência é um processo de transformação, de mudança; de alguma forma, de caos interno, psíquico; de muita experimentação, de muitos desejos, muitos tesões e pouco juízo. De alguma forma, a gente enlouquece na adolescência e isso é normal. O problema é quando isso atinge níveis extremos e, aí, complica.

* Alexandre Gondim é Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade Salvador – UNIFACS, artísta plástico: www.alegondim.com/arte , estudante de jornalismo da Faculdade Social – FSBA, e colaborador do Sentinelas da Liberdade.

Estão abertas as inscrições para o Ponto de Cultura Odara Dudu

Por Jaqueline Barreto*
Oficinas artíticas e sócio-culturais gratuitas irão beneficiar 95 jovens da comunidade negra de Salvador

Jovens da capital baiana terão de 8 a 23 de outubro a oportunidade de realizar inscrição nas Oficinas de vídeo, teatro, dança, música, mobilização, web e pintura disponibilizadas pelo Ponto de Cultura Odara DuDu. O projeto, promovido pelo Núcleo Omi-DÚDú, visa facilitar o acesso da juventude negra à tecnologia, ciência e cultura a partir de oficinas pedagógica-educativas.Assim, irá contemplar os jovens com oficina fotográfica (15 vagas), sob a coordenação de Alberto Lima, vídeo (15 vagas), ministrada por Lindwer Aguiar, Teatro(15 vagas), Camila Bonifácio, Pintura ( 10 vagas), Coordenada pelo artista plástico Rebouças, Web (15 vagas), Coordenação de Orlean, Mobilização(10 vagas), Dj Branco e Dança (15 vagas), direção de Quênia. Como fruto do processo de aprendizagem, os alunos ao final das oficinas, irão produzir programa de rádio, blog,exposição fotográfica e de pintura, amostra de vídeos, montagem de peça teatral e coreógráfica. As oficinas ocorrerão de 26 a 30 de outubro com carga horária de 20hs.

Com o intuito de se tornar um Centro de aprendizado, Centro de informação, Centro Cultural e de Lazer, o Ponto de Cultura Odara DuDu pretende estimular a criatividade da juventude negra através do acesso à cultura digital tornando-se um espaço de fomento às discussões e encontros, além da realização de oficinas educativas e profissionalizantes. " Ele propõe a criação de novas oportunidades, bem como a continuidade das ações, já desenvolvidas pelo OMI-DUDU, para o desenvolvimento sócio-cultural e tecnológico da juventude negra. Será desenvolvido por meio da participação em atividades artístico-culturais, focalizando a conscientização e o intercâmbio entre comunidades", ressalta Bartolomeu Dias da Cruz, Presidente do Núcleo Omi-DùDÚ.

Biblioteca, sala de vídeo, auditório e tecnologia digital serão alguns dos serviços prestados à comunidade. “ Nossa expectativa é levar para o nosso público o estímulo à leitura e ao questionamento crítico”, ressalta Rafael dos Anjos, 21 anos, Coordenador do Projeto Ponto de Cultura. De acordo com ele, O Ponto de Cultura Odara DÙDÙ utilizará linguagens artísticas como dança, teatro e música nesse processo de incentivo ao auto-conhecimento. “Esses meninos irão entrar em contato com um mundo completamente novo para eles”, frisa Rafael.

Informações: www.nucleoomidudu.org.br

F: (71) 3334-2948/3334-5982
*Jaqueline Barreto é assessora de Comunicação e colaboradora do Sentinelas da Liberdade.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Prova na cueca e aberração local

TELEANÁLISE

Sentinela - Malu Fontes
*

Diante da notícia de que mais de quatro milhões de estudantes de todo o Brasil seriam prejudicados e impedidos de realizar, no último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), pelo fato de as provas terem sido vazadas, o raciocínio do telespectador e do leitor de informação tendia a ser óbvia: ladrões certamente muito bem informados, articulados, de posse de informações estratégicas e privilegiadas teriam conseguido furar o bloqueio de um esquema de segurança poderoso do Ministério da Educação nos locais de processamento das provas para conseguir surrupiar material tão valioso. O roubo provocou uma bola de neve na agenda não só dos 4,1 milhões de estudantes e suas famílias, mas principalmente no calendário de vestibulares de todas as universidades do país, sobretudo as públicas, uma vez que falar em vestibular quando associado a boa parte das faculdades privadas tende a soar hoje como piada.

No entanto, com o avanço das investigações policiais e da cobertura massiva do caso pela imprensa, o que se viu foram revelações inacreditáveis de tão toscas e primárias acerca do cenário e da modalidade da ação dos criminosos. No lugar de ladrões espertos e articulados que tentaram ganhar 500 mil reais vendendo as provas a jornalistas do jornal O Estado de S. Paulo, apareceram três patetas mais para ladrões de galinhas, tão limitados quanto uma porta. Para roubar a prova mais importante do país só precisaram enfiar umas folhas de papel na cueca e outras embaixo de um casaco, enquanto trabalhavam no espaço da gráfica onde eram impressas as provas. Saíram pela porta da frente tranquilamente.

CUECA - De tão limitados, tiveram a brilhante idéia de vender o produto do roubo justamente a raposas, jornalistas de um dos principais jornais do país, com quem pensavam que fariam a negociação da vida com sua galinha de ovos de ouro sob a forma de papel. A iniciativa dos trapalhões causou um prejuízo de mais de 34 milhões aos cofres públicos, pois todo o processo terá que ser refeito do zero. As imagens das câmeras que registraram o roubo, divulgadas nos telejornais da última terça-feira deixaram claro que, para fraudar um exame nacional de tamanha dimensão, não foram nem seriam necessários não mais que ladrões de galinhas de métodos mais que simplórios.

Não são os fraudadores que são espertos. A logística de segurança do processo é que era vergonhosa, permitindo toda a sorte de promiscuidade de circulação e troca de funções no local da impressão entre seguranças, faxineiros e que tais, todos com jeitão de contratados de véspera, na esquina, sem critério algum. Para fechar o caso com a marca da seriedade que caracteriza o comportamento nacional, a informação mais importante: nenhum dos cindo indiciados pelo roubo foi ou será preso.

Segundo o delegado responsável pelo caso, todos responderão a processo em liberdade, pois não é caso de prisão. Ah, não? Então, tá. Tudo não passou, portanto, de um grupelho de amadores querendo ganhar meio milhão fácil, mas logo se contentando com 10 mil, o valor cobrado ao ameaçar de morte a repórter do Estadão. O Brasil é muito esquisito quando o tema é prisão. Veja-se o caso envolvendo o pugilista Popó. Todos os acusados do crime foram soltos e a vítima foi presa, supostamente por ter contas do passado a acertar com a Justiça. Uma obra prima de ficção, onde até o nome de um dos policiais acusados pela vítima tem nome de tragicomédia que só a Bahia saberia produzir: Hamlet Robson Magalhães.

ABERRAÇÃO LOCAL - Na TV local, a nota máxima da dissonância e da decadência moral, ética e estética se materializou na tela em uma entrevista inclassificável exibida no programa Que Venha o Povo (TV Aratu), na edição de terça-feira. A repórter Analice Sales cometeu um dos maiores pecados já vistos no telejornalismo, na falta de uma palavra mais adequada para nominar o gênero televisivo que hoje se pratica na grade do meio dia. A intrépida repórter entrevistou, como se fosse a coisa natural do mundo, uma criança, uma menina de apenas seis anos de idade, sobre os detalhes sórdidos das abordagens sofridas por ela por parte de um pedófilo.

É inconcebível que uma emissora, uma concessão pública de radiodifusão produza e exiba uma entrevista em que uma jornalista pergunte a uma criança dessa idade qual o nome e o lugar do seu corpo onde o homem introduzia o dedo. Como se fosse pouco, diante da pronúncia titubeante, frágil, intimidada da menina, a repórter repetia reiterando a palavra: ‘na pititica’. Os limites éticos, diante de uma criança tão pequena e em circunstâncias tão abjetas, já podem ser ignorados a esse ponto? Uma coisa é denunciar e divulgar casos de pedofilia, outra, bem diferente, é uma jornalista entrevistar uma criança vítima desse tipo de crime pedindo-lhe detalhes do abuso que sofreu, estimulando-a a reviver o ato de violência sofrido.

Mesmo intramuros, psicólogos e psiquiatras tratam esse tipo de abordagem com todo o cuidado do mundo, pela delicadeza da estrutura psíquica infantil. Aqui, é apenas um ingrediente a mais no show de horrores que alimenta a guerra da audiência televisiva e ficará por isso mesmo. Em nome dessa lógica, há poucos dias foram exibidas, na mesma emissora, cenas nas quais um outro pedófilo, preso, apalpava e reapalva a genitália do repórter, que estimulava a continuidade, apostando nos dividendos da audiência. E viva o interesse público de informações desse quilate, pois.

*Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA.

sábado, 10 de outubro de 2009

O feminismo acadêmico da DrªEvelyn Fox




Sentinela - Antonio Nelson*

“Eu não apoiei Hillary Cliton” .

A Drª Evelyn Fox Kelly, Física Teórica pela Universidade de Harvard e professora de História e Filosofia da Ciência no Massachssetts Institute of Technology, realizou palestra com o tema: Crítica Feminista à Ciência, na sexta-feira (09/10), no auditório Mastaba da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Durante a explanação, a Drª Evelyn Fox ressaltou sobre a importância das mulheres conseguirem, aliadas no ambiente científico, vencer os obstáculos do machismo histórico científico e acadêmico.

Ao término da palestra, a convite da doutora em Antropologia Social pela Universidade de Boston e professora do departamento de Antropologia da Ufba, Cecília Sardenberg, aproveitei a uma rápida carona* para conversar com a profª Drª Evenly Fox sobre a presença da mulher na política.

Como a senhora avalia a participação da mulher na geopolítica mundial especialmente na América Latina?
Evelyn Fox - (rsrsrs) Para fazer avaliação mundial e da América Latina é complicado.
E Nos Estados Unidos (EUA)?

Evelyn Fox - Gênero não é a única questão. Precisamos de vozes progressistas. Algumas mulheres fazem valer sua participação na política. Eu não apoiei Hillary Cliton - “Ela é muito ambiciosa, nada conforme a correnteza. Mas na área da saúde ela é progressista. Eu apoio. Não acho que as mulheres sejam melhores que os homens".

Fim da Carona! Sentinelas: Obrigado. Drª Evelyn Fox: Thanks.

* Carona concedia pela bióloga e pesquisadora permanente do Núcleo de Estudos Interdisciplinares Sobre a Mulher (NEIM) Ângela Maria Freire de Lima.

*Agradecimento:

Tradução - Evelyn e Cecília Sardemberg.

*O evento foi promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS); e do IBIO (Ecologia e Biomonitoramento); Fapesb.

*Foto: Antonio Nelson - repórter do Sentinelas da Liberdade.
Os artigos assinados não representam necessáriamente a opinião do Sentinelas da Liberdade. São da inteira responsabilidade dos signatários. Sentinelas da Liberdade é uma tribuna livre, acessível a todos os interessados.